Jornal Estado de Minas

Gaeco executa operação contra tráfico de drogas comandado em Lagoa Santa

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) cumpriram 19 mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (31). As forças de segurança atuaram contra um esquema de tráfico interestadual de drogas operado desde o Mato Grosso do Sul e São Paulo até Minas Gerais.





As drogas eram distribuídas em BH, na Região Metropolitana da capital e em diferentes cidades do interior mineiro. A quadrilha tinha o comando do traficante F.S.R., que atuava há vários anos em Lagoa Santa (RMBH), onde chegou a ser investigado em diversas operações policiais entre 2012 e 2017. No entanto, à época, não houve elemento suficiente para responsabilizá-lo criminalmente, possivelmente em razão do seu peculiar e aprimorado modo de atuação.

Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos por dezenas de equipes da PCMG e dos Gaecos de Minas Gerias e de São Paulo. No total, 11 cidadãos foram presos em Sete Lagoas (Central), um em Lagoa Santa, um em Pedro Leopoldo (RMBH) e um em Sertãozinho (SP). Outros cinco investigados já estavam em prisões do estado.

Já em relação aos mandados de busca e apreensão, foram 16 em Sete Lagoas, um em Lagoa Santa, um em Pedro Leopoldo, um em Coronel Fabriciano (Vale do Rio Doce), um em Sertãozinho e um em Santana de Pirapama (Central).





Segundo o Gaeco, o esquema contava com o auxílio de vários criminosos em razão da extensa área de atuação do grupo. O tráfico era estruturado hierarquicamente e com divisão de tarefas.

No curso das investigações, houve a prisão de alguns dos envolvidos e apreensão de grande quantidade de drogas  – aproximadamente 130 quilos cocaína na forma de pasta base e crack, além de 250 quilos de maconha.

Vídeos e fotos produzidos pelos próprios integrantes do grupo criminoso demonstram a forma de atuação da organização. Os entorpecentes eram enterrados dentro de tambores em locais de difícil acesso e improvável localização pela polícia. As imagens revelam também que os entorpecentes recebidos eram preparados em um laboratório improvisado para posterior distribuição.

Os mandados utilizados na operação foram expedidos pela 2ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte. As investigações duraram cerca de 10 meses. A força-tarefa ganhou o nome de 'Rota 040'.

Informações concedidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Minas Gerais, por meio do Ministério Público do estado. 





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