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Estado de Minas

Ciclistas de BH se reúnem para incentivar a doação de sangue no estado

Passeio congrega 500 ciclistas na Praça da Savassi, que cumprem trajeto de 12 quilômetros pela cidade. Algumas ruas serão fechadas


postado em 16/09/2018 09:33 / atualizado em 17/09/2018 07:43

(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)

Pedaladas da saúde e coração cheio de solidariedade para ajudar a quem precisa do bem mais precioso: o sangue da vida. Com esse espírito e muito entusiasmo, cerca de 500 ciclistas participaram, na manhã deste domingo, de um passeio de 12 quilômetros pelas ruas de Belo Horizonte, partindo da Praça Diogo de Vasconcelos (Savassi), na esquina das avenidas Getúlio Vargas e Cristóvão Colombo, na Região Centro-Sul da capital, e retornado ao ponto da largada. Liderada pelas organizadoras voluntárias Paula Coelho e Leonor Campos, a turma formada por homens e mulheres de todas as idades, alguns em família, quer circular com tranquilidade sobre duas rodas e estimular as doações frequentes, por meio da campanha “Pratique doar sangue”.

Eram 9h15, com a chuva dando uma trégua, quando os ciclistas começaram a apitar e dar início ao longo trajeto, com paradas de meia hora nas praças Raul Soares e Rui Barbosa (Estação), e passando pela Praça da Liberdade, Avenida Bias Fortes, Viaduto Santa Tereza e avenidas dos Andradas, Contorno, Brasil e Rua Rio Grande do Norte, entre outras. A iniciativa teve apoio da prefeitura, via Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, e da BHTrans, que manteve agentes nas ruas e garantiu interdição dos trechos à medida que o grupo passava. Por volta das 10h, a chuva “apertou” mas os ciclistas seguiram firmes e fortes.

“Nosso objetivo é formar uma corrente do bem”, afirmou Paula Coelho, gerente de projetos e negócios, mostrando a logomarca nas camisas vermelhas (uma corrente de bicicleta formando um coração), criada por Leonor Campos, designer gráfico. “A doação feita por uma pessoa pode salvar quatro vidas no Brasil, que tem 1,8 milhão de doares, enquanto a Organização Mundial de Saúde preconiza 5 milhões”, contou Paula. O ponto inicial para a mobilização, que começou em junho, foi um vídeo postado nas redes sociais para ajudar uma criança com câncer, no interior de Santa Catarina.

Com a velocidade de informações pela internet, as organizadoras esperam ampliar a rede de solidariedade. “Desde o princípio da campanha, já conseguimos adesões tanto em Belo Horizonte quanto no interior do estado e em outras cidades brasileiras, o que é muito bom”, orgulha-se Paula, lembrando que um homem pode doar sangue quatro vezes por ano e a mulher, três. “É algo muito rápido, feito em centros hemoterápicos, como Hemominas. Não dói, apenas ‘doe’”, disse Paula. “Eu mesma fui doar, pela primeira vez, e, por coincidência, era para ajudar um ciclista atropelado por um carro”, acrescentou.

Ciclistas vão passar pela Praça da Liberdade, Mercado Central, Praça da Estação, Avenida dos Andradas, até retornar para a Praça da Savassi(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Ciclistas vão passar pela Praça da Liberdade, Mercado Central, Praça da Estação, Avenida dos Andradas, até retornar para a Praça da Savassi (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)


SEM BUROCRACIA
Os ciclistas começaram a se concentrar cedo para o passeio, na Savassi, e alguns temiam a continuidade da chuva, que acabou saindo de cena. Acostumada a pedalar no meio urbano e também em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, onde tem família, a farmacêutica Élida Leite Araújo, moradora do Bairro Nova Suíça, na Região Oeste, foi acompanhada do filho Pedro, de 10 anos. “Sou doadora e acho importante estimular a prática, conscientizando as crianças para que, no futuro, façam o mesmo. Por isso estou aqui com ele”, ressaltou Élida.

Já o casal de noivos Luiz Henrique de Souza, representante comercial, e Aline Oneda da Silva, comerciante, morador do Bairro Sagrada Família, na Região Leste, quer menos burocracia na hora de doar sangue. “Já fui duas vezes e não pude”, disse Luiz Henrique. Aline também se queixou, pois foi impedida uma vez. “Tudo bem que precisa haver um controle, mas há muita burocracia ainda”, acrescentou o noivo. “Essa campanha é importante em todos os sentidos”, destacou Aline.

A mobilização sobre duas rodas, que tinha à frente o mascote vermelho, simbolizando a gotinha de sangue, conta ainda o apoio do aplicativo #partiudoarsangue, criado pelo professor de tecnologia da informação Orlando Silva Júnior. Ele explicou que, por meio da plataforma digital, os interessados podem saber quem precisa de sangue e também ser avisados em caso de necessidade. “Funciona mesmo como uma corrente”, resumiu Orlando.

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