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Estado de Minas

Histórias de cidades do Norte de Minas são remontadas com depoimentos de moradores

Os relatos dos moradores são compartilhados com moradores por meio de documentários exibidos gratuitamente em praças das cidades


postado em 30/07/2018 18:12 / atualizado em 30/07/2018 18:20

Imagens de personagens e moradores foram espalhadas pelas cidades(foto: Luiz Ribeiro/EM/D.A.Press)
Imagens de personagens e moradores foram espalhadas pelas cidades (foto: Luiz Ribeiro/EM/D.A.Press)

A preservação da memória, da história e da identidade das cidades a partir de relatos dos seus habitantes. Esta é a filosofia do projeto “Moradores – A Humanidade do Patrimônio”, que acontece nesta semana, envolvendo dois municípios do Norte de Minas: Montes Claros e Bocaiuva.  A iniciativa envolve fotografias, literatura e contação de histórias por meio da produção de documentários, exibidos gratuitamente para a população.

“O objetivo é despertar nas pessoas o sentimento da preservação da memória da cidade a partir da história de cada um”, afirma Marcus Desimoni, um dos realizadores do  “Moradores – A Humanidade do Patrimônio. Criado em 2012, o projeto já passou por cinco estados, 15 cidades e registrou a história de aproximadamente 3 mil pessoas. Foi reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como uma ação de sucesso em educação patrimonial.

Em Montes Claros, as atividades acontecem na Praça da Matriz, a mais antiga da cidade, onde ocorreu a solenidade de abertura, domingo à noite. Foi exibido um curta-metragem – (25 minutos de duração), com depoimentos de moradores da cidade.

Foram entrevistas e fotografadas cerca de 200 pessoas no município. Segundo Desimoni, além de pessoas comuns – escolhidas aleatoriamente, foram focalizadas personagens conhecidos da cidade, como o Mestre Zanza, cujo nome de batismo é João Pimenta dos Santos, de 85 anos, que comanda os catopés das centenárias Festas de Agosto de Montes Claros. Neste ano, Mestre Zanza completa 80 anos como catopé, pois começou a partir das manifestações folclóricas com apenas cinco anos de idade.

Documentários com relatos dos moradores foram exibidos gratuitamente para a população das cidades(foto: Divulgação)
Documentários com relatos dos moradores foram exibidos gratuitamente para a população das cidades (foto: Divulgação)


Dentro do projeto “Moradores” foi exibida na Praça da Matriz uma enorme foto do mestre Zanza em preto e branco. Outra personagem da cidade entrevistada pela equipe de produção  é a escritora Amelina Chaves, que também teve a sua fotografia exibida na Praça da Matriz. Ao todo, são 14 fotografias de moradores em painéis gigantes espalhado pelo local.  A atividade prossegue em Montes Claros até o próximo dia 8 de agosto. Em Bocaiuva, a exposição ocorre na Praça Pedro Caldeira, até o próximo domingo (dia 5).

De 2002 a 2017, o projeto contemplou  Belo Horizonte e outras cidades mineiras como Ouro Preto, Mariana, Diamantina, Tiradentes, São João Del Rei, Juiz de Fora, Ipatinga e Itatiaiuçu. Também foi levado a municípios de outros estados como Campinas (SP),  Paraty (RJ), Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).

Na temporada 2018 o projeto é viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, com o patrocínio da empresa Oi. A ação já passou também pelo Serro e São Gonçalo do Rio das Pedras (região do Alto Jequitinhonha).  Em agosto, as atividades serão desenvolvidas no município de Muriaé (Zona da Mata). Em dezembro, a delegação do “Moradores – a Humanidade do Patrimônio” vai aportar no Rio de Janeiro, na do Largo do Machado, no Bairro do Catete.

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