Jornal Estado de Minas

Comandante-geral da PM critica protesto de servidores da segurança no Palácio da Liberdade


O Comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Helbert Figueiró de Lourdes, declarou que os atos de protesto das forças de segurança pública registrados na quarta-feira não estão alinhados com a missão da corporação. "A atitude de alguns representantes da nossa classe nos deixou perplexos e nos envergonhou perante a sociedade. Não estão alinhadas e não convergem com os valores da PMMG", disse. 

A declaração foi feita durante as comemorações do aniversário de 243 anos da Polícia Militar de Minas Gerais, na Academia de Polícia Militar, no Bairro Prado,  Região Oeste de Belo Horizonte.

Durante o evento, o governador Fernando Pimentel entrega a Medalha Alferes Tiradentes a 25 personalidades e a outras 108 pessoas e entidades que prestam ou prestaram serviços relevantes à corporação. Em unidades da PM no interior do estado também acontecem comemorações.

Na tarde da última quarta-feira, policiais militares da reserva, bombeiros militares, policiais civis e agentes penitenciários se concentraram na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul, onde começaram o protesto. Por volta das 15h10, foram para a porta do Palácio onde começaram a gritar palavras de ordem. Em um determinado momento, o clima esquentou. O grupo começou a pedir a abertura do portão de entrada do local e chegou a forçar a barreira.
Pouco tempo depois, as grades foram abertas. 

O grupo pedia, entre outras reivindicações, a reposição das perdas salariais inflacionárias dos últimos quatro anos, o fim do parcelamento dos salários, além do pagamento do salário no 5º dia útil. Os manifestantes acusaram desvios no Instituto de Previdência dos Servidores Militares de Minas Gerais e no Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG). 

No início da noite, servidores montaram barracas para acampar no jardim do Palácio da Liberdade. Por volta das 22h50, após ser notificado sobre decisão tomada pela 3ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte, o grupo se retirou. O texto estipulava multa de R$ 50 mil por hora, em caso de permanência do movimento no local. (Com informações de Larissa Ricci e João Henrique do Vale)

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