O impasse na negociação salarial da rede de educação infantil de Belo Horizonte parece estar longe do fim. Em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira, os professores decidiram manter a greve que já dura 43 dias. Na última segunda-feira, o prefeito Alexandre Kalil (PHS) retirou a proposta de reajuste salarial de 20% apresentada aos educadores. O ultimato havia sido dado na última semana para que os profissionais voltassem para as salas de aula.
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Kalil encerra negociações com professores em greveProfessores das Umeis de BH mantêm a greve; Kalil pode suspender aumentoKalil ameaça retirar proposta de reajuste caso professores das Umeis não voltem ao trabalhoProfessores das Umeis decidem suspender greve que já dura 51 diasServidores da educação estadual decidem paralisar atividades até receberem salárioValorização do magistério ainda é desafio em Belo HorizonteQuase 30 mil alunos de 4 a 5 anos em Minas Gerais esperam vaga em escola'Prefeito acha que a cidade é um clube de futebol', diz sindicalista sobre KalilA principal reivindicação dos professores do ensino infantil é uma equiparação salarial com os educadores do fundamental. De acordo com o Sind-Rede/BH, os profissionais das Umeis têm um vencimento inicial de R$ 1.450 (nível1), bem abaixo dos R$ 2,2 mil (nível 10) pagos aos profissionais do ensino fundamental em início de carreira.
A categoria apresentou uma proposta de escalonamento à PBH, em que os professores da educação infantil atingiriam o nível cinco em junho, o oitavo degrau em dezembro e a escala 10 em julho de 2019. O que não foi aceito. A rede infantil da capital conta com aproximadamente 700 mil alunos matriculados.
A administração municipal ofereceu à categoria um aumento de até 20% e a retomada do Projeto de Lei 442, que prevê melhorias na carreira, com previsão de outras negociações até o fim do ano. A proposta de reajuste foi retirada no início desta semana.
O concurso para professor da educação infantil exige formação em nível médio e para o fundamental, curso superior.