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Estado de Minas

Corrida por combustível lota posto no Minas Shopping

Combustível estava estocado em posto interditado há sete meses. ANP liberou o combustível para abastecer carros oficiais, mas foi pega de surpresa com a chegada de motoristas


postado em 27/05/2018 16:01 / atualizado em 27/05/2018 18:52


Centenas de carros e pessoas com galões vazios fizeram fila na tarde deste domingo no Posto Extra, localizado no Minas Shopping. A corrida pelo combustível causou engarrafamento no trânsito das avenidas Bernardo Vasconcelos e Cristiano Machado.


O que eles não sabiam é que o combustível disponível nas bombas tinha dono certo: carros oficias.

Na tentativa de abastecer veículos oficiais de Belo Horizonte, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) “liberou” o uso de combustível que estava estocado no posto, interditado há sete meses por problemas documentais.

Depois de uma análise técnica no álcool e gasolina, tudo estava pronto para abastecer os veículos do poder público, até que os motoristas foram pegos de surpresa: ao chegar ao posto, centenas de carros faziam fila para comprar até cinco litros de combustível.

“Este posto estava com combustível e problemas na documentação, que a ANP relevou para poder liberar para os órgãos públicos o abastecimento. Chegando aqui, já existiam pessoas e para não comprometer ainda mais a segurança, liberamos senhas”, afirmou o chefe da ANP em Minas, Adriano Abreu.

Não adiantou. O que se viu no local foram ânimos exaltados e a polícia teve que usar spray de pimenta para dispersar os motoristas. O motivo da revolta foi o fato de um carro do consulado russo ter prioridade de atendimento no local.

A PM até orientou os motoristas que não receberam o número para voltar para casa, pois não haverá combustível suficiente para todos. Mas muitos insistiram em permanecer no local, nas esperança de conseguir abastecer. 

A venda está limitada a cinco litros por automóvel. O motorista de aplicativo Jackson Santos, de 31 anos, ficou sabendo pelo noticiário que havia gasolina no local e correu para o posto. Pagou R$ 23 reais pelos 5 litros.

"Fiquei desde ontem parado, situação muito complicada. Esses 5 litros não vão dar para muita coisa, mas é melhor que nada", contou o motoboy Júnior Moura de Jesus, 21 anos. Ele chegou na fila às 13h.

À medida que o combustível está chegando ao fim, aumenta a tensão no local. As bombas foram lacradas no início da noite deste domingo, mas centenas de motoristas permaneceram no posto na expectativa de que a venda seria retomada. 

  

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