Militares da 214 Companhia do 48º Batalhão da PM iniciaram patrulhamento no Bairro Nossa Senhora de Fátima, em Ibirité, depois de receberem informações de que Bruno estaria pela região. Ao passar pela Rua 31 de dezembro, os militares avistaram o alvo e fizeram o cerco. Segundo a PM, o jovem, de 25 anos, tentou fugir, mas acabou detido.
O foragido foi encaminhado para a delegacia da cidade. Segundo a PM, ele não quis dar detalhes sobre a fuga e por quais locais passou depois de deixar a Penitenciária Nelson Hungria. Os militares acreditam que ele foi direto para Ibirité, cidade onde morava quando foi preso.
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Tensão na Nelson Hungria
O clima na unidade prisional ficou tenso no último sábado. Um problema no fornecimento de água no Bairro Nova Contagem, teria levado presos da penitenciária a queimarem colchões e roupas em um começou de motim, que não foi adiante. Em vídeos, que teriam sido feito pelos internos dentro do presídio e divulgado nas redes sociais, eles reclamaram da falta de água e comida, alegando que seria retaliação da direção devido à fuga de oito detentos na manhã de sábado.
Na última quarta-feira, foi iniciada uma operação de pente-fino na unidade com o uso de tecnologia. A medida é para buscar celulares e outros objetos, como armas, dentro das celas. A ação acontece até o próximo dia 7. Neste período, foram suspensas as visitas de advogados. Medida criticada pelo presidente da Comissão de Assuntos Carcerários da OAB/MG, Fábio Piló, que chamou atenção para as garantias legais dos defensores em ter livre acesso aos seus clientes presos. “Essa suspensão das visitas fere o direito da defesa. É o resultado de ter um leigo como titular da Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap-MG)”, assinalou Piló.
Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Administração Prisional, informou que desde a quarta-feira o Complexo Penitenciário Nelson Hungria passa por uma ação de Supervisão Multissetorial e de apoio Operacional. “A ação segue até o próximo dia 7 de fevereiro; e por razões de segurança, a visitas de advogados estão suspensas até o fim dos trabalhos.” Ainda, de acordo com a nota, a Seap afirmou que os “advogados jamais serão tolhidos do exercício da advocacia em unidades prisionais do estado, mas é preciso que todos respeitem procedimentos de segurança típicos e necessários ao sistema prisional”. E acrescentou, que “nada impede que o preso seja atendido por seu advogado, caso este apresente uma demanda formalizada e justificada, para que seja possível viabilizar o acesso à unidade prisional durante o período em que ocorre a execução dos procedimentos.” .