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Estado de Minas

Morador de Belo Horizonte morre em decorrência da febre amarela

SEgundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), o homem, que morava no Barreiro, foi infectado pela doença em um sítio localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte


postado em 16/01/2018 14:19 / atualizado em 16/01/2018 14:29

No próximo sábado, Prefeitura de Belo Horizonte vai intensificar a vacinação. Postos de saúde serão abertos para a população(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press.)
No próximo sábado, Prefeitura de Belo Horizonte vai intensificar a vacinação. Postos de saúde serão abertos para a população (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press.)

Exames laboratoriais confirmaram que um morador de Belo Horizonte que morreu em 11 de janeiro estava com febre amarela. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), a contaminação não aconteceu dentro da capital mineira, e sim em um sitio localizado na Região Metropolitana de BH. Ao menos outros dois casos estão sendo investigados na cidade.

O caso foi confirmado por meio de nota divulgada nesta terça-feira pela SMSA. Segundo a pasta, o homem tem 53 anos e era morador da Região do Barreiro. Ele estava internado no Hospital Júlia Kubistschek. A investigação epidemiológica constatou que a vítima contraiu o vírus da febre amarela, da forma silvestre, em um sítio da Grande BH. O morador não tinha se vacinado e apresentava baixa imunidade.

Belo Horizonte ainda não confirmou nenhum caso de febre amarela com a transmissão dentro do município. Em boletim divulgado nessa segunda-feira pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), a capital mineira investigava três casos suspeitos. No período entre 2016/2017, dois moradores da capital mineira foram diagnosticados pele doença, mas com transmissão fora do município.

De acordo com a SMSA, depois de receber a notificação da morte do morador do Barreiro, algumas medidas foram colocadas em práticas. Foram realizadas vistorias nas residências próximas aonde o homem morava para eliminar os focos do mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença em áreas urbanas. Ato todo, 520 imóveis receberam a visitas dos agentes de saúde. Moradores foram orientados sobre a vacinação e foi feita a aplicação de inseticida contra o vetor da enfermidade.

“A SMSA alerta sobre a necessidade da vacinação principalmente para aqueles que vão viajar para áreas sítios, chácaras e região de matas silvestres. A imunização deve ser feita 10 dias antes da viagem para esses locais. Uma única dose é suficiente para garantir proteção para a toda a vida. Os 152 centros de saúde de Belo Horizonte estão abastecidos com a vacina contra a febre amarela. Para facilitar o acesso da população, todos os centros de saúde vão abrir neste sábado de 8h as 17h”, informou a Secretaria.

Avanço da doença em Minas

O número de casos de febre amarela em Minas Gerais voltou a aumentar. Já são 12 pessoas confirmadas com a doença do tipo silvestre no estado no período 2017/2018 (que teve início em julho). Deste total, 11 pacientes não resistiram aos sintomas e morreram. Ainda estão sendo investigados 34 casos suspeitos, sendo oito óbitos.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o último caso confirmado pela doença, por meio de exames laboratoriais liberados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), foi em Goianá, na Região da Zona da mata. No último balanço divulgado pelo órgão, em 11 de janeiro, eram 11 casos confirmados e 9 mortes. Também entrou na contagem desta segunda-feira, o caso de um morador de Nova Lima, na Grande BH, que morreu na última quinta-feira. Ele estava internado no Hospital Eduardo de Menezes, em BH.

Nova Lima continua como a cidade com o maior número de mortes confirmadas por febre amarela no período 2017/2018. O município já contabiliza quatro óbitos pela doença. Ainda estão sendo investigados dois casos de pacientes ainda internados ou já se curaram, além de uma morte. Em relação ao número de notificações da enfermidade, Mariana, na Região Central de Minas Gerais, lidera. A cidade já tem duas mortes confirmadas em decorrência da febre amarela. Cinco casos de pacientes internados em hospitais com sintomas e dois óbitos ainda estão sendo investigados.

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