Familiares, amigos, colegas de profissão e alunos participaram, na tarde desta terça-feira, do enterro do professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Antônio Leite Alves Radicchi, de 63 anos, esfaqueado anteontem, em Belo Horizonte, dentro de um ônibus da linha 9805 (Renascença/Santa Efigênia).
Eram 16h45 quando o cortejo, vindo da unidade de ensino superior, na região hospitalar, chegou ao Bonfim, onde já aguardavam pessoas muito emocionadas, mas com voz forte o suficiente para enaltecer a vida e o trabalho do profissional. “Era um homem bom, humilde, ótimo professor, sempre pronto a ajudar todo mundo e não nos deixava sem resposta”, disse, em lágrimas, a estudante de gestão de serviços de saúde, Karina Fonseca, de 39.
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Além desta condenação, Alexandre também foi condenado por roubo, que aconteceu em 2012. A sentença foi proferida dois anos depois. Ele foi sentenciado por três anos, seis meses e 20 dias de reclusão em regime aberto. A decisão do regime foi tomada devido ele ser réu primário. A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou, nesta terça-feira, que o delegado Thiago de Oliveira vai pedir a conversão do flagrante por latrocínio – roubo seguido de morte – para prisão preventiva. Segundo a corporação, o delegado afirmou que a solicitação será por causa da gravidade do caso.
Entenda o caso
O professor entrou no ônibus da linha 9805 por volta das 8h de ontem, no ponto da Praça Muqui, próximo ao número 111, como costumava fazer diariamente, no Bairro Renascença, na Região Nordeste de BH.
A confusão chamou a atenção de moradores e comerciantes da Rua Juazeiro, no Bairro São Cristóvão, onde o veículo parou. “Tinha acabado de abrir a loja. No ponto de ônibus estavam três pessoas. Quando olhei pela janela, vi o criminoso fazendo o movimento de dar as facadas.
Em conversa com os policiais, Alexandre contou uma versão que não convenceu a família da vítima nem as testemunhas do crime. Ele alegou que o professor e outros cinco homens o agrediram em um bar na Rua Jacuí na noite de domingo. Parentes afirmam que Antônio não frequentava bares nem tinha saído na noite anterior ao crime. Já pessoas que presenciaram a cena dizem que o agressor queria roubar o celular e a mochila do passageiro. Na casa de Alexandre foram encontradas a jaqueta e o boné usados por ele na hora do crime, com marcas de sangue. (Com informações de Junia Oliveira)
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