Jornal Estado de Minas

Universidade e centros tecnológicos federais ameaçam parar nesta quinta-feira

Nesta quinta-feira, instituições federais ameaçam paralisar suas atividades em protesto contra cortes orçamentários, congelamento de salários e outras alterações que afetam servidores federais e estudantes. A convocação foi feita pelo Fórum Nacional de Entidades dos Servidores Federais (Fonasefe).

No estado, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal do Vale do Mucuri e Jequitinhonha (UFVJM), o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) e o Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) prometem série de ações.

Pela manhã, haverá panfletagem na região hospitalar de Belo Horizonte, próximo ao Hospital das Clínicas da UFMG. Às 16h, está prevista uma Assembleia Sindical Geral na Faculdade de Direito da universidade, e, depois da reunião, um ato organizado pela CUT-MG, Frente Brasil Popular e Povo sem Medo deverá ocorrer na Praça Afonso Arinos.

DENÚNCIA Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino (Sindifes) denuncia medidas propostas pelo governo. "Vamos denunciar as ameaças de congelamento de salários, cortes de gratificações e incentivos, perda de estabilidade, aumento do PSS, readequação das carreiras e programas de desligamento voluntários, além dos cortes orçamentários que já inviabilizam o funcionamento das instituições", diz o texto.

Segundo a coordenadora do Sindifes Cristina del Papa, "a paralisação é em defesa dos serviços públicos e contra a retirada de direitos". Cristina disse que o sistema federal de ensino dobrou o número de alunos, mas a verba diminui cada vez mais.

 "Nosso departamento de pesquisa tinha orçamento de R$ 11 bilhões em 2013.
Neste ano, caiu para R$ 5 bilhões e, no próximo, o número diminuirá para R$ 1,3 bilhão", disse a coordenadora. Ainda de acordo com del Papa, o Hospital das Clínicas da UFMG já fechou leitos e sofre com a falta de insumos médicos.

Além dos cortes dentro das instituições e consequente redução de prestação de serviços, Cristina aponta que, a população sofrerá com a diminuição da verba. "Tirar dinheiro de universidades do interior do estado é barrar o desenvolvimento das cidades que as abrigam. O comércio nessas cidades gira porque as instituições de ensino estão lá", disse.

*Sob supervisão do editor Roney Garcia.