Jornal Estado de Minas

Idoso que desapareceu na Serra do Cipó é encontrado


Foi encontrado por volta das 16h deste domingo, o idoso de 67 anos que estava desaparecido no no Parque Nacional da Serra do Cipó, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O homem sumiu no sábado quando fazia trilha com mais quatro pessoas pela trilha da Cachoeira das Braúnas. Militares do Corpo de Bombeiros conseguiram visualizar a vítima do helicóptero que sobrevoava a área. Ele foi resgatado sem nenhum ferimento.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o idoso, Francisco Bernard, tem experiência de 40 anos de montanhismo e se perdeu à noite. Ao ser encontrado, não se queixou de nenhum ferimento. Disse, apenas, que estava cansado. Os militares contaram com ajuda de outras duas pessoas da equipe do homem, que também estavam à sua procura.

As buscas do Corpo de Bombeiros tiveram início neste domingo.
Equipes em terra e de helicóptero foram empenhadas para o trabalho de resgate da vítima, que seguia no sábado com mais quatro pessoas pela trilha da Cachoeira das Braúnas, que fica na região dos Currais, num ponto que exige cerca de seis horas de caminhada a partir da entrada do parque. Brigadistas da reserva natural também ajudaram no trabalho.

Para evitar situações como a vivida pelo idoso, o Corpo de Bombeiros recomenda algumas práticas que podem ser realizadas para evitar o desaparecimento em ambientes naturais. “Alguns cuidados são elementares. Primeiro avaliar a sua condição física de saúde, levar medicação, e informações necessárias para que outras pessoas possam prestar assistência caso o praticante esteja impossibilitado. Informar sobre os equipamentos necessários, a roupa adequada de se usar, informar ao local de partida o horário previsto para o retorno. Isso facilita, no caso deste horário ser excedido, que as equipes de resgate possam facilmente chegar e saber a qual região dirigir”, afirmou o major Anderson Passos, do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres.


Segundo ele, a atividade sempre deve ser realizada em grupo. “Totalmente desaconselhável realizar atividades sozinho. Isso aumenta, e muito, o risco da pessoa se acidentar e, pior, em caso de acidentes, há a dificuldade de ser resgatado. Então, deve sempre estar acompanhado”, completou o major. .