Manifestação de camelôs volta a complicar o trânsito de BH e PM faz novas prisões

Na tarde desta terça-feira, os manifestantes voltaram a fechar cruzamentos no Centro da cidade. Tensão ficou maior quando eles se encontraram com grupo de fiscais da PBH

João Henrique do Vale

A manifestação de camelôs contra a fiscalização da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), que quer retirar os ambulantes das ruas da cidade, voltou a complicar o trânsito no Centro.

Na tarde desta terça-feira, os manifestantes voltaram a fechar cruzamentos e vias o que provocou longas filas de veículos. Houve atritos com fiscais da administração municipal, mas a Polícia Militar (PM) conteve os ânimos. Mais ambulantes foram presos.

 



O protesto começou nesta manhã. No início da tarde, os manifestantes se concentraram na porta da sede da prefeitura. Por volta das 15h05, o grupo deixou o local e seguiu em direção à Praça Sete. Lá, fecharam totalmente os cruzamentos.
No trajeto, voltaram a ordenar o fechamento de lojas, o que foi atendido por alguns comerciantes. De lá, seguiram para Rua São Paulo, esquina com Rua Carijós, que segue fechada.

Em consequência do fechamento das vias, ônibus fizeram retornos e entraram na contramão de direção para fugir do bloqueio. Por causa disso, alguns passageiros que estavam em pontos no aguardo do coletivo ficaram sem o transporte. Carros também tiveram que cometer infrações para deixar o local. Automóveis atravessaram canteiros nas vias.

Houve tensão nas proximidades da Praça Sete, quando alguns dos manifestantes estouraram bombas caseiras. Um grupo de fiscais da prefeitura tentou intervir. A PM chegou para acalmar os ânimos. Pouco depois, ao menos quatro ambulantes acabaram detidos. Desde segunda-feira, já são 19 pessoas presas.

O grupo se reuniu desde as primeiras horas da manhã na Rua dos Carijós e continuou a manifestação iniciada nessa segunda-feira, contrária à fiscalização da Prefeitura de Belo Horizonte, que pretende retirar os ambulantes das ruas das áreas centrais da capital mineira. O trajeto do protesto começou na Rua Carijós e chegou às 13h à porta da PBH.

No início do manifesto, um camelô foi detido por discutir com fiscais que estavam no local. O grupo seguiu pelas ruas com apitos e gritos de ordem, pedindo aos comerciantes que fechassem as lojas em apoio ao movimento. Assustados, os funcionários de muitos estabelecimentos abaixaram as portas.
A Polícia Militar e a Guarda Municipal acompanharam toda a movimentação do grupo, que complicou o trânsito na área central, segundo a BHTrans.

Na Rua Oiapoque, os camelôs fizeram um ato em frente ao Shopping Oiapoque, um dos locais indicados pela administração municipal para abrigar os ambulantes. O centro comercial reforçou a segurança nas portarias e houve início de discussão entre guardas do shopping e manifestantes. A Polícia Militar interveio e fez uso de gás de pimenta para conter os ânimos.

Kalil mantém fiscalização


Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), afirmou que a retirada dos camelôs das ruas do Hipercentro é uma "operação definitiva e sem volta". De acordo com Kalil, o edital será antecipado e os ambulantes serão realocados nesta quinta-feira.


De acordo com o prefeito, os atos de fiscalização começam no Hipercentro, mas vão se estender para os bairros da cidade. A intenção de Kalil, segundo afirmado na coletiva, é conter a comercialização de produtos roubados na cidade."Cigarro roubado e produto contrabandeado na minha cidade não terá", salientou.

RB

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