Polícia Civil realiza exposição fotográfica contra a homofobia

Abertura da exposição acontece nesta quarta-feira, no Parque Municipal

Karen Santos*
- Foto: Divulgação/PCMG
Para marcar o 17 de maio, data que marca o Dia Internacional da Luta contra a Homofobia, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) promove, nesta quarta-feira, das 10h30 às 12h, abertura da exposição fotográfica intitulada “Fobia de quê?”, em frente ao Teatro Francisco Nunes, no Parque Municipal, em Belo Horizonte. Após a abertura, as fotos serão expostas na entrada do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG), que fica na Avenida João Pinheiro, 417, no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, onde permanecerão até a próxima terça-feira, dia 23.

O trabalho reuniu fotografias de Ana Alvarenga, Ana Paula Assis, Alex Silva e Maura Honorata, que retratam pessoas LGBT em situações comuns da vida cotidiana. "Demonstrando que não há diferença ou qualquer justificativa para a discriminação, preconceito e muito menos para violência", aponta a delegada Elizabeth Martins, Coordenadora de Direitos Humanos da PC.

No evento, o artista Gustavo Durães apresentará a performance intitulada "25", que reflete sobre os dados levantados pelo GGB (Grupo Gay do Brasil), apontando que um LGBT é assassinado a cada 25 horas e relatando a agonia e o medo de ser o próximo. Na programação, há ainda o desfile da Miss Glamour Minas Gerais, Hanna Fernandes, e uma performance poética "Réquiem para uma Noiva", de Ed Marte.

Apoio


A iniciativa faz parte das ações do Núcleo de Atendimento e Cidadania à População de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (NAC/LGBT), que faz o acompanhamento da ocorrência policial relacionada à identidade de gênero e orientação sexual. A unidade, criada em 2011, conta com profissionais qualificados e está situada na Rua Bernardo Guimarães, 1571, Bairro Lourdes, também na Região Centro-Sul.

Segundo a delegada Elizabeth, "temos a missão de realizar um atendimento qualificado com acolhida diferenciada a essas vítimas. Prestamos as orientações a todos que nos procuram, pois aparecem muitas dúvidas, inclusive coisas que nem são de polícia, e por isso a necessidade de promover essa exposição para divulgar o trabalho do NAC".
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