Os nomes dos envolvidos não foram divulgados. A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Paraopeba, que atende Caetanópolis, a mãe da criança apresentou, em 2016 e 2007, o comprovante de renda familiar, omitindo o salário do marido,para ter direito a bolsa de estudos no colégio privado. Se renda do pai fosse somada, a família não teria direito ao benefício criado pelo Executivo municipal na época.
Ainda segundo o Ministério Público, foi usada como base para pedir a devolução do dinheiro uma investigação feita por comissão especial da Câmara Municipal de Caetanópolis. O objetivo era apurar irregularidades na concessão de bolsas. O casal usufruiu irregularmente do benefício de fevereiro de 2006 até agosto de 2007.
As leis municipais que estipularam regras para a concessão das bolsas de estudos indicam que o benefício seria concedido apenas aos alunos matriculados no ensino médio do colégio particular de Caetanópolis, cuja renda familiar não ultrapassasse, em 2006, dois salários mínimos, e, em 2007, três. Mas a renda do casal, se somados os rendimentos do pai e da mãe da estudante, seria superior a esses valores. .