Minas já registra 301 notificações de febre chikungunya em 2017

O estado já registrou, em 37 dias, quase o triplo de casos prováveis da doença %u2013 que envolvem os suspeitos e confirmados %u2013 em comparação com janeiro a fevereiro de 2016

João Henrique do Vale
Além da febre amarela, Minas Gerais também liga o alerta contra a febre chikungunya.
O estado já registrou, em 37 dias, quase o triplo de casos prováveis da doença – que envolvem os suspeitos e confirmados – em comparação com janeiro a fevereiro de 2016. Em 2017, foram contabilizados 301 notificações, contra 110 nos dois primeiros meses do ano passado. Em relação a dengue são três mortes sendo investigadas e 6.416 notificações.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou os dados na tarde desta quarta-feira. Os números são do acumulado até 6 de fevereiro. Os números mostram uma forte alta da febre chikungunya. Em apenas uma semana, 101 novas notificações entraram para o levantamento.
No dia 1º de fevereiro, eram 200 notificações da doença.

No ano passado, o estado teve 537 pessoas infectadas pela doença. Em janeiro e fevereiro, foram registrados, respectivamente, 36 e 74, notificações. Em 2017, somente em janeiro foram 300 casos prováveis registrados. Em fevereiro, apenas um. Vale ressaltar que a grande concentração das notificações acontecem em março e abril, ou seja, a situação pode piorar ainda mais nos próximos meses.

A situação mais crítica é em Conselheiro Pena, na Região do Rio Doce. A cidade tem 59 casos prováveis registrados neste ano. Em seguida vem Governador Valadares, na mesma região, com 52, Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, com 36, Almenara, no Jequitinhonha, com 32, Pedra Azul, na mesma região, com 26, e Aimorés, no Rio Doce, com 25. Belo Horizonte registrou 13 notificações.

Em relação a dengue, Minas Gerais tem, atualmente, 6.416 casos prováveis. Continuam sendo investigadas três mortes. Em 2016, o pior ano da doença da história, 254 moradores perderam a vida.
Outras 40 mortes seguem em investigação desde o ano passado.

Zika

Em relação à febre pelo zika vírus, foram registrados neste ano, 99 casos prováveis no estado. Nos 12 meses do ano passado foram 14.338 notificações da doença. Em relação as gestantes com doença aguda pelo vírus Zika, foram confirmados 1.098 casos de 2016, e até 9 de fevereiro. Outros 406 casos estão em investigação.

Seguindo orientações do Ministério da Saúde, a classificação dos casos de microcefalia mudou. Agora, será levado o protocolo de infecções congênitas chamadas de Storch %2b Zika. A sigla é formada por um grupo de doenças infecciosas que acometem o recém-nascido, como sífilis congênita, toxoplasmose congênita, rubéola congênita, citomegalovirose congênita e herpes simples congênito. Foram registrados 19 casos de recém-nascidos com suspeita de infecção de 2016 até e até 25 de janeiro deste ano. Estão em investigação outros 245 casos .