Com quase 20 mil crianças à espera de uma vaga nas unidades municipais de educação infantil (Umeis), o ano letivo começa com uma pequena redução desse número. De madrugada, Kalil tuitou que a Prefeitura de BH (PBH) criou 1.296 vagas, destinadas a meninos e meninas com até 3 anos de idade. Conforme o Estado de Minas antecipou em 4 de janeiro, elas são fruto de salas que estavam ociosas – para turmas de crianças de 4 e 5 anos, que não foram ocupadas. Para essa faixa etária, o ensino é obrigatório e todos estão em sala de aula.
O grande gargalo na capital é entre as crianças de até 3 anos.
Ainda segundo a Smed, há também expectativa de mais 1,2 mil vagas para crianças de 0 a 6 anos, que serão criadas a partir de convênios firmados com creches. O edital será aberto este mês. A gerência de educação infantil fará a avaliação das instituições que se inscreverem.
Pela manhã, o prefeito postou a seguinte frase: “As reuniões para resolver o transporte público de BH começam amanhã (hoje)”. Procurada, a BHTrans informou no fim da tarde que só se pronunciará sobre o teor do tuíte hoje. Choveram comentários cobrando redução do preço da passagem de ônibus, abrir a “caixa-preta” das empresas e melhoria dos coletivos. Na campanha para a PBH, Alexandre Kalil prometeu abrir a “caixa-preta” das empresas de transporte da capital para saber o tamanho do lucro. Mas nos primeiros dias de seu mandato começou a vigorar o aumento médio de 9,04% das passagens de ônibus autorizado no fim da administração anterior.
O anúncio da reunião ocorre também logo depois de os guardas municipais de BH começarem a viajar nos ônibus, a partir das 19h. Em vigor desde meados do mês passado, a estratégia visa coibir a ação de bandidos especializados em roubar passageiros, motoristas e cobradores. A Operação Viagem Segura vale, inicialmente, nos coletivos que circulam nas duas avenidas onde ocorreram a maioria dos furtos e roubos entre janeiro de 2015 e junho de 2016: Antônio Carlos (358 registros) e Nossa Senhora do Carmo (225). Os dados são da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).
Na cultura, a novidade é o programa Profeta Gentileza, que está sendo idealizado há 15 dias pela Fundação Municipal de Cultura e vai abarcar todas as políticas públicas para a arte urbana. Vai desde discussões sobre o grafite e de oficinas a um edital que será lançado mês que vem para selecionar grafiteiros.
Nesse primeiro momento, haverá também um concurso para eleger um grafiteiro que vai pintar a antessala do prefeito, onde são recebidas visitas oficiais. “A ideia é fomentar e valorizar, dando à cidade um entendimento mais amplo do que é o grafite. Na história da arte vemos que em Roma, em Portugal ou no nosso barroco, por exemplo, eram usadas pedras ou azulejos. Hoje, a modalidade que está orientando a cidade é o grafite. Isso é contemporâneo. É preciso tirar da marginalidade e dar luz a essa arte. Precisamos fincar o pé na vanguarda”, ressalta Leônidas.
Lição de trânsito na volta às aulas
No retorno às aulas em Belo Horizonte a cena se repete.