Vítima e motorista da Uber suspeito de estupro já foram ouvidos pela Polícia Civil

Corporação informou que inquérito está em fase avançada, mas que ainda não foram encontrados elementos de que houve crime durante a corrida no Bairro Castelo, em BH

Guilherme Paranaiba
A vítima que denunciou um caso de estupro praticado por um motorista parceiro da empresa Uber cometido no Bairro Castelo, Região da Pampulha, em Belo Horizonte já foi ouvida pela Polícia Civil, assim como o suposto autor.


De acordo com a assessoria de imprensa da corporação, as investigações estão avançadas e até o momento não foi encontrado nenhum elemento para confirmar se houve crime e qual o tipo de crime. Se ficar confirmado que houve violência sexual, o caso será remetido para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Por enquanto as apurações seguem com a delegacia da área.

Segundo a vítima, o crime ocorreu por volta de 1h da madrugada do último sábado, 28 de janeiro, quando ela voltava para casa, no Bairro Castelo. De acordo com o relato presente no boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, quando o carro se aproximou da Rua Adolfo de Oliveira Portela, o motorista alegou problemas no GPS e virou para a Rua Albert Sabin.

Na rua escura, o suspeito teria puxado a jovem para o banco da frente, agarrando-a pelos cabelos e a obrigando a fazer sexo oral. Como defesa, a vítima teria mordido o pênis do estuprador e, assim, conseguido escapar.

A Polícia Civil não divulgou o teor do depoimento do motorista, que já prestou informações aos investigadores sobre o caso. A Uber informou, por meio de nota, que o motorista parceiro está suspenso da plataforma até que as investigações sejam concluídas e que a empresa está à disposição para cooperar com o inquérito (com informações de Larissa Ricci e João Henrique do Vale).
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