Responsáveis por parklets reclamam de vandalismo e contabilizam prejuízos

Empresários responsáveis pela manutenção das chamadas varandas urbanas em BH, implantadas a partir de 2015 em áreas públicas, sofrem com problemas como pichações e furtos

Pedro Gazzinelli relata que houve seis ocorrências em parklet que ele instalou no Funcionários: nesta semana, levaram luminárias e lâmpadas - Foto: Beto Novaes/EM/D.A. Press

Implantados há quase dois anos com a proposta de garantir a moradores e turistas lugares prazerosos para bate-papos e descanso em espaços antes usados como estacionamentos de veículos, os parklets em Belo Horizonte se tornaram alvos de vândalos e ladrões.


Donos de estabelecimentos comerciais responsáveis pelos equipamentos, apelidados de minipraças e varandas urbanas, colecionam ocorrências e reclamam dos custos com a reposição de objetos surrupiados por ladrões ou danificados por vândalos.


Os exemplos são vários. E a audácia de alguns infratores ocorre nas barbas das instituições de segurança pública, como aconteceu, em seis oportunidades, no parklet em frente ao restaurante Avellan, na esquina da Aimorés com a Bernardo Monteiro, no Bairro Funcionários.

A minipraça, com boa parte da mobília e cercado em madeira vernizada, está a cerca de 200 metros de uma delegacia da Polícia Civil e a menos de 300 metros de uma companhia da Militar. Ainda assim foi pichada duas vezes.

“Montei o equipamento há aproximadamente um ano, inspirado (em minipraças) que vi numa viagem a Chicago (Estados Unidos). Nesta semana, levaram três luminárias e igual número de lâmpadas LED”, lamentou o empresário Pedro Gazzinelli.

O prejuízo dele apenas com esta ocorrência foi de R$ 450. Ele fez a conta da seguinte forma: “Cada luminária custa em torno de R$ 120. E cada lâmpada, R$ 30”. Em outras três vezes, a varanda urbana amanheceu com menos charme, pois levaram algumas das plantas que enfeitam o cercadinho.

O vandalismo também atinge a minipraça na Rua Sapucaí, no Bairro Floresta, na Região Leste. O local, que tem vista para a Praça da Estação, é mantido por um bar em frente, onde a gerente, Luiza Melgaço, lamenta as pichações – as mais recentes sujaram as laterais do equipamento.

O lugar é equipado com uma lixeira, a qual é ignorada por pedestres que passam pela calçada. “Dá uma dó, pois é um espaço tão bacana. É triste ver as pichações”, concluiu a gerente.

Mais antiga Problemas ocorreram também no primeiro parklet fixo da capital. Foi montado na Rua Goitacazes, no Centro, em frente a uma loja de colchões, comandada pelo empresário Marcos Innecco Correa, vice-presidente de Educação e Tecnologia da Câmara Dirigentes Lojistas (CDL-BH). “Levaram também uma placa de informação”, recordou Correa, acrescentando que a varanda urbana, a primeira fixa da cidade, foi inaugurada em julho de 2015.

O lugar é bastante frequentado por pessoas que trabalham na região e consumidores que fazem compras no Centro. Para garantir maior conforto aos usuários, ele oferece até músicas que saem de caixas de som da loja de colchões.

O empresário, contudo, é precavido. Acorrentou os bancos de madeira para que o mobiliário não seja levado por criminosos que agem protegidos pela escuridão. “Apesar dos problemas, é uma iniciativa válida. Os parklets dão um charme à cidade”.

.