Uma perícia emergencial terá que ser realizada na Barragem de Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, para verificar se ainda há vazamento de rejeitos. A Justiça Federal determinou a medida acatando uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF). Os procuradores estão preocupados que a chegada do período chuvoso cause danos ao meio ambiente com o carreamento de mais sedimentos de minério.
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Vale e BHP devem depositar em 30 dias R$ 1,2 bi para medidas em MarianaSamarco confirma tremor no complexo de Germano em MarianaConfira a charge de Son Salvador sobre a tragédia em MarianaONU diz que ação do Brasil no desastre de Mariana é insuficienteErosões permanecem em áreas atingidas por lama de FundãoAo julgar a ação, a juíza Rosilene Maria Clemente de Souza Ferreira, da 12ª Vara, afirmou que, pelas informações prestadas pelas empresas, 'verificou-se que não há prova definitiva de que houve o estancamento do vazamento de rejeitos que ainda se encontram na barragem rompida e nem de que as medidas que estão sendo tomadas são totalmente eficazes para esse fim”.
Diante da situação, a juíza determinou a realização da prova pericial emergencial para que se verifique se houve estancamento do vazamento de rejeitos que ainda se encontram na barragem rompida.
Foi nomeado o perito Marcus Pacheco, Professor Titular de Mecânica dos Solos e Fundações, Consultor Geotécnico, para realizar o serviço. O em.com.br entrou em contato com a Samarco que informou não ter sido notificado pela decisão. A BHP Billinton e a Vale não foram encontrados para comentar o assunto.
A Barragem de Fundão se rompeu em 5 de novembro do ano passado em Mariana. A avalanche de rejeitos matou 19 pessoas e devastou comunidades. A lama destruiu a vegetação e atingiu o Rio Doce, provocando a maior tragédia ambiental da história do país.
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