A morte do torcedor do Cruzeiro, Eros Dátilo Belisário, será tema de audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas, na próxima quarta-feira. De acordo com testemunhas, em 26 de outubro passado o cruzeirense foi contido e agredido por seguranças quando tentava mudar de setor no estádio Mineirão, durante partida em Cruzeiro e Grêmio pela Copa Brasil.
Eros teria sido levado para uma sala e retirado, segundos depois, já inconsciente. Ele foi levado para o Hospital Odilon Behrens, onde já chegou morto.
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Corpo de torcedor cruzeirense que morreu no Mineirão é velado na Região Leste de BHCausas da morte de torcedor cruzeirense no Mineirão ainda são mistérioAdvogado quer análise de imagens para comprovar que torcedor foi assassinado no MineirãoMorte de torcedor cruzeirense não foi causada apenas por lesões, diz IMLTorcedor do Cruzeiro que morreu durante jogo no Mineirão teve múltiplos traumasDe acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, e autor do requerimento, deputado Cristiano Silveira (PT), a reunião é para debater as circunstâncias que ocasionaram o incidente.
“Esse foi um caso mais grave, irreversível, pois gerou morte. Mas, temos visto outros episódios que nos deixam preocupados. O estádio tem que oferecer segurança a todos os torcedores. É preciso verificar se a equipe privada que faz a segurança do local tem qualificação adequada para a função. E acima de tudo, temos que apurar a morte do torcedor”, disse o deputado.
Pelo menos outras duas mortes de torcedores foram registradas no Mineirão nos últimos anos.
Outro caso foi em 2007, na final entre o Cruzeiro e Atlético. O atleticano Ronaldo Pedro Ferreira, de 23, entrou por engano numa área destinada ao time rival e foi agredido por cinco torcedores. Ele caiu no chão e teve traumatismo craniano.
Foram convidados para a audiência pública, o secretário de Estado de Esportes, Carlos Henrique Alves da Silva; o comandante-geral da Polícia Militar de Minas, coronel Marco Antônio Badaró Bianchini; o chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, João Octacílio Silva Neto; promotores de Justiça; o presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares; o presidente da Minas Arena, André Luís Santana Moraes, e o gerente de segurança da empresa, coronel Sandro Afonso Teatini Selim de Sales.
O gerente regional da Prosegur, empresa responsável pela segurança do estádio, Everton da Silva, e duas testemunhas também são aguardados..