Jornal Estado de Minas

Polícia apura espancamento de estudante de medicina em casa de eventos de BH

Uma noite de diversão na véspera do feriado terminou de forma violenta para o estudante de medicina Henrique Papini, de 22 anos, de Belo Horizonte. Ele foi espancado na saída de uma festa em casa de eventos no Bairro Olhos D'Água, Região Oeste da capital. Seis pessoas participaram da agressão, que teria sido liderada pelo ex-namorado de uma jovem que estava com a vítima.

O ataque ocorreu na madrugada de quarta-feira, Dia da Independência. Segundo registro da Polícia Militar (PM), a mãe do rapaz acionou a corporação denunciando que o filho estava internado em coma, com traumatismos craniano e de face, além de sangramento no ouvido.

Uma testemunha disse à polícia que a vítima e ele estavam na casa de eventos Hangar 667, na companhia de uma jovem. O grupo acabou encontrando o ex-namorado dela no estabelecimento. A confusão ocorreu na saída da festa.

Segundo o boletim de ocorrência, o agressor teria chamado outros cinco homens para agredir o universitário. Ele foi espancado e ficou desacordado.
O jovem foi socorrido e encaminhado ao Hospital Biocor, onde já se recupera, consciente, nesta sexta-feira.

Ainda segundo a PM, o suspeito da agressão foi levado à Delegacia de Plantão do Barreiro. A Polícia Civil informou que o caso é apurado pela delegada Sônia Maria de Miranda, da Delegacia do Barreiro. Até o início da tarde, não havia detalhes da investigação.

O caso revoltou a família e amigos do estudante, que cursa medicina em Barbacena, Região Central de Minas. Mensagens desejando uma boa recuperação ao jovem e cobrando a punição dos agressões inundam a página da vítima no Facebook.

NOTA Nesta sexta-feira, a Faculdade de Medicina de Barbacena (Funjob) divulgou nota na rede social lamentando o episódio de violência contra o aluno. O texto é assinado pelo diretor da instituição, Marco Aurélio Bernardes de Carvalho. "Venho manifestar publicamente o meu repúdio pelo lamentável fato ocorrido com nosso querido aluno e esperando que as pessoas envolvidas sejam devidamente punidas por esse ato de violência imperdoável”..