Belo Horizonte e cidades do interior de Minas Gerais já sentem os efeitos do tempo seco. O Corpo de Bombeiros combatem na tarde desta segunda-feira pelo menos dois grandes focos de incêndio na Serra do Curral. As causas das queimadas ainda são investigadas pelos militares. Os ventos fortes e a falta de chuva na capital mineira – a última foi registrada há dois meses – ajudam na proliferação dos focos.
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Outra ocorrência é atendida no Monumento Natural de Itatiaia, entre Ouro Preto e Ouro Branco. Uma aeronave da Força-Tarefa Previncêndio está atuando no combate. Os brigadistas são levado em caminhonetes para locais próximos ao incêndio, mas, como as chamas estão concentradas em áreas de difícil acesso, seguem de helicóptero até os pontos de combate. Aproximadamente 34 brigadistas estão em ação na área de preservação.
O aumento de ocorrências de incêndios preocupa as autoridades.
Abril marca o início do período de estiagem, que normalmente se estende até o fim de outubro. Entre abril e julho de 2015, foram 111 incêndios florestais, enquanto neste ano o número subiu para 154, segundo dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad). Do total, 109 ocorrências foram registradas em unidades de conservação e 55 no entorno delas. Historicamente, os meses de setembro e outubro são campeões em número de queimadas.
Tempo seco
Um dos motivos para o aumento de ocorrências é a baixa umidade relativa do ar. E se depender da previsão do tempo a situação ainda vai se manter crítica.
Massa de ar seco que atua sobre Minas Gerais dificulta a formação de nuvens, afastando a possibilidade de chuva e aumentando as temperaturas. A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) emitiu um alerta de baixa umidade relativa do ar até o fim da tarde de quarta-feira. Os índices devem ficar abaixo dos 30%, o que é considerado estado de alerta pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
(RG)
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