Jornal Estado de Minas

Reparo em tubulação de gás na Savassi levou quase quatro horas


Durante mais de três horas, um vazamento de gás numa tubulação da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) assustou quem passava pela Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O quarteirão da Rua Rio Grande do Norte permaneceu interditado o tempo todo pelo Corpo de Bombeiros, entre as ruas Rio Grande do Norte e Paraíba. Muitos moradores foram impedidos de passar com seus veículos. Segundo a Gasmig, uma empresa terceirizada fazia uma reparação na rede e a retroescavadeira atingiu o gasoduto, provocando o vazamento. O barulho do gás escapando dava para ser ouvido a distância e cheiro forte causou náuseas em algumas pessoas. Ninguém se feriu.

Para conter o vazamento, técnicos da Gasmig foram obrigados a abrir o asfalto na esquina da Rio Grande do Norte com Paraíba e realizar o procedimento conhecido como pinçamento da tubulação. O cano em polietileno de 63 milímetros de diâmetro foi comprimido para que os técnicos pudessem reparar o dano na tubulação onde houve o vazamento, trabalho que somente terminou por volta das 19h. O fornecimento de gás na região não foi prejudicado, segundo a Gasmig.

O gerente de manutenção da empresa, Isaías Carlos de Azevedo, acalmou a todos dizendo que não havia risco de explosão.
“O gás natural é mais leve que o ar e o gás de cozinha normal e se dissipa mais facilmente na atmosfera. O local do vazamento é aberto e ventilado e não há risco de intoxicação”, garantiu.

Mesmo assim, o diretor da Escola de Arquitetura da UFMG, Frederico de Paula Tófani, mandou evacuar o prédio e suspendeu uma palestra. O receio dele é que o prédio que havia sido deixado aberto na correria pudesse acumular o gás no interior dos cômodos. “Queremos ter a certeza de que alunos e funcionários poderão retornar com segurança”, disse.

O motorista de uma betoneira, Antônio Alexandre Lisboa, conta que presenciou quando a retroescavadeira atingiu o gasoduto. Foi por volta das 15h30, segundo ele. Por segurança, ele foi orientado a desligar o caminhão e deixar o local, o que causou prejuízos. “O balão da betoneira que movimenta o concreto ficou parado e o material perdeu a validade.
Depois de três horas e meia, o concreto perde a validade se não ficar girando”, reclamou Antônio.

Muitos moradores da rua e hóspedes de um hotel ficaram assustados com o barulho do gás vazando e o cheiro forte. A funcionária pública aposentada Rosemary Lisboa conta que mora no primeiro andar de um prédio em frente e que se assustou com o barulho. “A funcionária da portaria me disse que era vazamento de gás e como o cheiro estava muito forte e corri para a rua. Não tive coragem de ficar dentro de casa”, disse ela. Ela conta que já estava sentido cheiro de gás desde as 14h. A Gasmig confirmou que a retroescavadeira que atingiu o gasoduto fazia uma reparação no local.

Gerente de um hotel, Guilherme Sanson ficou revoltado com a falta de informações por parte da Gasmig. “Disseram que não há necessidade de evacuar o hotel, mas orientei a todos a não fumar. Esse país é uma vergonha.
Não tem nenhum responsável para falar esclarecer o que está acontecendo de verdade”, reclamou o gerente.

Com medo de explosão, alguns motoristas preferiram arrastar seus veículos até um local distante para ligar o motor, seguindo orientação dos bombeiros, apesar da garantia da Gasmig de que não haveria risco de incêndio.

Vídeo mostra técnicos trabalhando no local


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