Marcio Lacerda lamenta não conseguir ampliar o metrô e moradias populares em BH

Prefeito deu a declaração durante a apresentação da nova versão do Plano Estratégico BH 2030

João Henrique do Vale Valquiria Lopes

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) apresentou nesta quarta-feira a nova versão do Plano Estratégico BH 2030, que é uma publicação que fecha um ciclo iniciado no primeiro mandato do prefeito Marcio Lacerda (PSB).

O projeto estabelece metas de desenvolvimento para a cidade, como aumento do uso do transporte público, diminuição de tempo das viagens, redução da mortalidade no trânsito, elevação do nível de tratamento de esgoto, entre outros. Na apresentação, Lacerda afirmou que os próximos governos poderão utilizar a perspectiva para “nortear as suas gestões” e lamentou não ter conseguido ampliar o metrô nem entregar maior número de moradias populares.

O plano foi formulado no início do governo de Marcio Lacerda e apresentado no final de 2009. Em 2010, os projetos foram revistos e durante 2015 e 2016 passaram por reformulação para atender as metas já alcançadas. Foram incluídos, ainda, os novos desafios de governo para o planejamento da cidade em várias diretrizes. Há seis anos, o plano contava com seis objetivos estratégicos, 25 metas, e 20 estratégias de desenvolvimento, que seriam o norte da administração ao longo de duas décadas seguintes, ou seja, de 2010 até 2030.

Neste ano, o último de governo de Marcio Lacerda, a PBH reviu o plano e elaborou uma nova versão com cortes e acréscimos.
Com isso, chegou a sete objetivos estratégicos, 43 metas e 36 estratégias de desenvolvimento.

Na lista de metas para 2030, estão, por exemplo, aumentar de 43,3%, dado emitido em 2012, para 70% a participação do transporte coletivo para a matriz de viagens motorizadas na capital. Ou seja, elevar o uso do transporte público no deslocamento pela cidade. Quer, ainda, elevar a velocidade do transporte público de 15,9 km/h, dados de 2014, para 24,7km/h, reduzir a mortalidade no trânsito de 7,1 mortes para cada 100 mil habitantes, dados de 2014, para, no máximo, 3,5 mortes por 100 mil habitantes.

Em relação ao meio ambiente, a ideia é elevar o nível de tratamento de esgoto sanitário de 86,4%, dado de 2014, para 100% e reduzir em 20% as emissões de gases do efeito estufa. O valor projetado para 2030 não foi informado pela administração municipal. Outra meta é garantir no mínimo 83% de dias com qualidade do ar classificada como boa. Além disso, a PBH quer reduzir de 44,5%, dados de 2014, para 10% a quantidade de adultos classificados como insuficientemente ativos.

Durante entrevista coletiva, Marcio Lacerda destacou que esse é um planejamento que o futuro governo pode usar como norteador de suas gestões. Afirmou, ainda, que nos últimos anos teve frustrações em seu mandato, como a ampliação do metrô, que não foi para frente, e também as moradias populares. Foram entregues 13 mil unidades durante a gestão do prefeito, e mais 13 mil já tinham projetos, mas, segundo ele, foram impedidas de ser entregues “por causa de ocupações politicas”. Sobre as pichações, Lacerda admitiu que a PBH não deu conta de combater.

(RB)

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