As mortes em acidentes de trânsito tiveram queda de 15,5% em Minas Gerais no ano passado, em relação a 2014. Em 2015, 2.041 pessoas morreram, contra as 2.381 do período anterior. Mesmo com a redução, os números continuam altos. A média foi de 5,5 mortes por dia. A MG-050, entre as regiões Centro-Oeste e Sul do estado, foi a que liderou as estatísticas trágicas, com 46 óbitos, alta de 12,4% em relação a 2014. Já no Anel Rodoviário, os acidentes fatais tiveram redução. Os números fazem parte do Diagnóstico de Acidentes de Minas Gerais 2014-2015, produzido pelo Centro Integrado de Informações de Defesa Social (Cinds), e foram divulgados nesta quinta-feira.
O estudo destaca, ainda, uma redução de 6,8% no número geral dos acidentes.
Em relação às mortes, a MG-050 é a mais violenta no estado, segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social. Foram 46 mortes em 2015 contra 34 em 2014. A maioria das ocorrências fatais foi registrada no trecho que corta Divinópolis, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais. Em segundo lugar, vem a BR-381, que registrou 28 mortos. Mesmo assim, a rodovia apresentou redução de 37,4% nos óbitos em relação ao ano anterior, quando 59 pessoas perderam a vida na estrada. O trecho mais perigoso é em Ipatinga, no Vale do Aço. O Anel Rodoviário também teve redução nos acidentes fatais. Foram registrados 26 mortes no ano passado, contra 36 em 2014.
Entre os municípios com mais de 200 mil habitantes, Belo Horizonte foi o que apresentou o maior número de mortos, 147, no total. Em seguida vem Uberlândia, com 51, Juiz de Fora, com 41, Montes Claros, com 39, Contagem, com 36 e Betim, com 26.
A maioria das vítimas é motorista. Em 2015, 1.435 condutores morreram e outros 10.780 ficaram gravemente feridos, de acordo com o estudo. Já entre os passageiros, 426 morreram e 2.630 tiveram ferimentos graves. Foram 312 pedestres mortos e outros 1.534 feridos.
Em nota, a AB Nascentes das Gerais, concessionária responsável pela MG-050, admite que os acidentes mataram 46 pessoas na estrada. Porém, afirma que houve uma queda de 5% no número de acidentes em 2015 em relação a 2014.
A empresa contesta o estudo da Seds. "A concessionária entende que o estudo, da maneira como foi apresentado, é deficiente para comparar rodovias. Não são informados, por exemplo, a extensão pesquisada e o volume diário de tráfego em cada uma. Por conta disso, a AB Nascentes das Gerais solicitará aos responsáveis pelo estudo esclarecimentos adicionais, uma vez que, da forma como está exposto, não é possível fazer comparativos por falta de parâmetros", disse..