Limpeza da Igrejinha da Pampulha começa nesta quinta-feira

Fundação Municipal de Cultura marcou para amanhã início dos trabalhos para retirar pichações no monumento da capital mineira. Ação será coordenada por restaurador com 25 anos de experiência no patrimônio cultural brasileiro

Guilherme Paranaiba
Técnicos do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) fotografaram ontem as pichações na Igrejinha da Pampulha - Foto: Jair Amaral/EM/D.A PRESS
Os trabalhos de limpeza da Igreja São Francisco de Assis, a Igrejinha da Pampulha, começam nesta quinta-feira, segundo a Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte. A igreja, um dos maiores símbolos do patrimônio histórico e cultural de BH, foi alvo de pichação na última segunda-feira. A sujeira foi feita no painel de azulejos de Cândido Portinari, que fica nos fundos, e também nos mosaicos da lateral esquerda, para quem olha a igrejinha de frente.

Ontem, testes foram feitos por restauradores e arquitetos para escolher a melhor forma de limpeza. O coordenador do trabalho de restauração será Wagner Matias de Sousa, profissional com 25 anos de experiência na área do patrimônio cultural brasileiro. Foi ele quem recuperou o painel de azulejo de Paulo Werneck dentro da própria igrejinha, a Casa Kubitscheck, também na Pampulha, além de obras do arquiteto Oscar Niemeyer em Brasília, como o Palácio da Alvorada.

O serviço vai custar R$ 8 mil aos cofres públicos. Ontem, o coordenador das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais, Marcos Paula de Souza Miranda, disse que que a pichação é fruto do “descaso” da Prefeitura de Belo Horizonte. O promotor acredita que a administração municipal já deveria ter publicado um decreto com regras para multar infratores e endurecer o combate à pichação. A prefeitura afirma que já existe uma portaria que estipula regras para coibir esses atos de vandalismo.
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