Jornal Estado de Minas

Julgamento de ex-delegado que matou a namorada termina nesta quarta-feira


O primeiro dia de julgamento do ex-delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto, acusado de matar a namorada a tiro, a adolescente Amanda Linhares Santos, de 17 anos, em Ouro Preto, em 14 de abril de 2013, foi suspenso depois de 9 horas e 15 minutos, em que foram ouvidos dois informantes, três testemunhas de acusação e quatro de defesa. A juíza Lúcia de Fátima Magalhães Albuquerque Silva, que preside o júri, suspendeu os trabalhos às 21h43 dessa terça-feira, para retomar às 12h desta quarta-feira, com o interrogatório do réu, antes do início da fase de debates.

A sessão foi aberta às 12h28, e logo em seguida foi realizado o sorteio do conselho de sentença, que foi composto por sete homens. A primeira pessoa ouvida no júri foi a mãe da vítima, Rubiany Linhares dos Santos, como informante. Por uma hora e 20 minutos era respondeu as perguntas referente a vida de sua filha e o relacionamento dela com o réu. Outra pessoa que prestou depoimento como informante foi uma jovem amiga de Amanda, que morou com ela e tinha conhecimento do relacionamento afetivo da adolescente e o ex-delegado.

O promotor Vinícius Alcântara Galvão, representante da acusação, optou pelo testemunho técnico de um médico legista, uma perita e a delegada da corregedoria responsável pelas apurações. O depoimento da perita foi o mais longo da acusação, e durou 55 minutos. Já os advogados do ex-delegado, Valdomiro Vieira e Clebiane Monteiro, buscaram mostrar uma personalidade positiva de seu cliente, com testemunhos da atual namorada do réu, que durou uma hora e 20 minutos, da ex-mulher dele e de uma ex-namorada. Um perito aposentado também prestou declarações como consultor da defesa.
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