Representantes das mineradoras Samarco, Vale e BHP disseram nesta quarta-feira que a barragem de Germano – a única que resta em Mariana, após o rompimento de Fundão e Santarém, no maior desastre ambiental da história de Minas – está sob monitoramento com radares. "Identificamos a necessidade de reparos", admitiu Ricardo Vescovi, presidente da Samarco. As empresas também informaram que vão construir casas para os moradores do povoado de Bento Rodrigues, varrido pela lama, na Região Central de Minas.
Leia Mais
Samarco terá que arcar com medidas de emergência em Governador ValadaresAcompanhe ao vivo a entrevista coletiva das mineradoras sobre desastre da SamarcoEm Governador Valadares, Pimentel diz que legislação é "antiquada"Acesso a Bento Rodrigues é totalmente fechado por risco de rompimento de outra barragem Tragédia em MarianaGoverno Federal vai analisar punição a Samarco, Vale e BHP, diz ministraObras em barragem são 'para reforçar segurança das paredes', diz presidente da SamarcoO diretor-presidente da Samarco também disse que está em conversa conversa com o Ministério Público para estabelecer um fundo de assistência para ajudar as pessoas e mitigar os efeitos do desastre no meio ambiente.
Murilo Ferreira, da Vale, disse que lamenta profundamente a perda de vidas e desaparecidos. Diz que desde o início do problema está ao lado da Samarco para dar apoio, com máquinas e equipamentos. "Precisamos ter um comando só e a Samarco tem mostrado competência, apesar do quadro devastador. O comando da operação continua sendo da Samarco. Nós da Vale e BHP continuamos apoiando no papel de acionistas", explicou.
"Estamos realmente tristes pelas pessoas. Estive na área e vi que a devastação é muito grande.