Jornal Estado de Minas

MPF denuncia donos da Embraforte por peculato e formação de quadrilha

Os donos, o gerente e o supervisor de tesouraria da empresa de segurança e transporte de valores Embraforte foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por peculato e formação de quadrilha. Eles são acusados de desviar e se apropriar indevidamente de R$ 8,8 milhões que seriam usados para abastecer os caixas eletrônicos da Caixa Econômica Federal.

 

Dos investigados, Pedro Henrique Vilhena é o único que está preso. Ele foi localizado em 3 de setembro na cidade de São Paulo. O pai dele, Marcos André Vilhena, e o irmão, Marcos Felipe Vilhena, estão foragidos, segundo o MPF. Se condenados, podem pegar até 15 anos de prisão.

A Embraforte fazia abastecimento das máquinas e também o recolhimento diários das arrecadações em casas lotéricas. De acordo com as investigações, o desfalque foi descoberto nos meses de setembro e outubro de 2013, quando a Caixa notou irregularidades na execução dos contratos.
Somente em 25 de setembro daquele ano, foi detectada uma divergência de R$ 1,6 milhão entre o saldo físico, que era o valor entregue à empresa para ser transportado, e o saldo contábil - valor apurado no final do dia, após as entradas e saídas de numerário ocorridas durante o transporte.

As investigações apontaram, ainda, que em quatro dias seguidos de outubro, a Embraforte deixou de abastecer 41 terminais de autoatendimento. De acordo com o MPF, a empresa foi notificada sobre as irregularidades, mas não se manifestou. Por isso, a Caixa ajuizou uma ação cautelar para reaver o dinheiro.

As investigações apontaram que os valores desviados seriam utilizados no pagamento de despesas de empresas, como folha de pessoal, combustível, manutenção da frota e tributos.

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