As áreas gramadas em torno das faculdades da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em Belo Horizonte foram ocupadas por estudantes, professores e toda a comunidade na terceira edição do Domingo no Câmpus. O evento reuniu dezenas de pessoas na Pampulha, durante todo o dia de ontem, para aproveitar os shows dos grupos Djalma Não Entende de Política, Serelepe e Hora Rap ou simplesmente descansar deitado na grama ou andar de bicicleta. A programação cultural foi especialmente produzida, nesta edição, para comemorar os 10 anos da Rádio UFMG Educativa, completados no dia 6.
Como requer uma infraestrutura de segurança, bem como a oferta de eventos, a abertura do câmpus aos domingos ocorre de forma esporádica, mas marca a intenção da universidade de democratizar os espaços públicos que, durante a semana, recebem 34,1 mil alunos. “Temos trabalhado a perspectiva de integrar a universidade à vida da comunidade. Queremos desfazer a ideia de universidade como um lugar de portas fechadas”, afirmou a pró-reitora de Extensão, Benigna Oliveira. A primeira experiência de abertura neste formato ocorreu no primeiro semestre deste ano, foi repetida no Festival de Inverno e se tornou uma política de extensão. Segundo a pró-reitora, a ideia é a realização de pelo menos seis Domingos no Câmpus por ano. “A comunidade tem que usar o espaço.
O casal Dirceu Borel e Adriana Sampaio, ambos de 41 anos, chegou cedo ao câmpus. Com os filhos, levaram cesta com lanche, redes para descansar e para se exercitar. Enquanto uma seria montada para que os pais pudessem tirar um cochilo, a outra foi posta para que os filhos, Gustavo e Fernando, gêmeos de 15 anos, e Gabriel, de 18, pudessem jogar badminton, um esporte bem parecido com o tênis. “É a segunda vez que a gente vem. E é muito bom”, disse Adriana. Tanto ela quanto Gustavo, que estudam na universidade, defenderam que o evento seja mais divulgado, para que outras pessoas não vinculadas à universidade possam desfrutar do câmpus. “Poderia ter muito mais gente da comunidade”, ponderou ela.
O músico Eduardo Rossi, de 36, e a esposa, Amelie Petiteau, de 30, levaram os pequenos Nestor, de 1 ano e 10 meses, e Leia, de 4 anos, para assistir ao show do Serelepe, grupo ligado à Escola de Belas Artes que se dedica à música infantil desde 2005 e que apresenta o programa Uma pitada de música infantil na emissora educativa.
No mesmo sentido do evento, a Rádio UFMG Educativa tem como proposta democratizar o acesso ao conhecimento gerado na universidade. Com programação diária de 24 horas, a emissora produz quatro revistas eletrônicas, programas jornalísticos e 55 programas colaborativos, feitos por alunos e professores das diversas áreas de conhecimento. “A emissora se assenta em um tripé: dar visibilidade à produção do conhecimento, ser espaço de formação complementar para professores, alunos e servidores, e discutir a cidadania, que necessariamente passa pela comunicação”, afirmou o coordenador executivo da emissora, Cleiber Pacífico.
O diretor de Comunicação da UFMG, Marcílio Lana, reforçou que a rádio é o espaço em que os alunos de comunicação podem se formar. Ao mesmo tempo, permite a quem produz conhecimento na universidade a possibilidade de traduzir e pensar os melhores formatos para levar o conhecimento ao cotidiano das pessoas.
Savassi celebra a primavera
Conhecida por ser uma região pouco movimentada nos dias de domingos, a Savassi recebeu ontem ação que arrastou famílias e turmas de amigos para quatro de suas mais conhecidas ruas.