O plano das prostitutas de Belo Horizonte de faturarem com a Virada Cultural não deu certo. O presidente da Associação dos Amigos da Rua Guaicurus (AARG), Édson Cruz, afirmou que não há tempo hábil para os estabelecimentos contratarem seguranças. “Se não programar com antecedência vira bagunça”, avalia Édson. A AARG representa os proprietários dos hotéis do baixo meretrício, como são chamados os locais que ocorrem os programas sexuais.
Cruz, da AARG, argumenta que o pedido da Aspromig foi feito em cima da hora. “Impossibilitou o agendamento do trabalho”, justifica. Outro argumento é que o excesso de pessoas pode gerar confusões e bagunça nos hotéis. Somente na Zona Boêmia, são 25 hotéis e quase 5 mil profissionais do sexo na cidade.