Jornal Estado de Minas

Vereador Gilson Reis é assaltado durante reunião em escritório no Padre Eustáquio


A polícia está à procura dos assaltantes que invadiram o escritório do vereador Gilson Reis (PcdoB) durante uma reunião no Bairro Padre Eustáquio, Região Noroeste de Belo Horizonte. Ele e outras sete das 10 pessoas que participavam do encontro tiveram os pertences roubados.

O crime aconteceu por volta das 20h30 no imóvel que fica no cruzamento das Cesário Alvim e Rio Pomba. “Nós estávamos justamente em uma reunião para discutir a violência na região do Padre Eustáquio, Carlos Prates, Caiçara”, explica o parlamentar. Participavam da reunião moradores da comunidade e funcionários do vereador. Eles haviam deixado a porta aberta para a chegada dos outros participantes, quando foram surpreendidos por dois homens. “Na hora que chegaram ainda falei 'boa noite, sejam bem-vindos à reunião', e aí anunciaram o assalto”. Um casal chegou pouco depois e também foi rendido, mas não portava objetos de valor.


Conforme Reis, um dos criminosos ameaçava as vítimas com uma pistola calibre 765, enquanto o outro recolhia celulares, joias, alianças e outros pertences. “Eles disseram que havia mais uma pessoa lá embaixo, e se tivesse algum movimento ele estava lá pronto para subir e atirar”, explica. Toda a ação durou 15 minutos e as vítimas ficaram deitadas no chão. Ao sair, eles disseram que deixariam um homem de vigia e que se eles reagissem antes da fuga, seriam mortos. O vereador e os convidados aguardaram e depois acionaram a polícia. Um boletim de ocorrência foi registrado. Nesta manhã, o vereador se reuniu com o comandante da companhia responsável pela área para falar do crime e pedir providências.


O vereador conta que seu apartamento já havia sido furtado, mas ele nunca havia sido vítima de um assalto à mão armada. “Já há algum tempo estamos denunciando falência da segurança pública em Minas Gerais, tanto da PM quando da Polícia Civil, da Inteligência. O crime está tomando conta do estado, estamos vulneráveis, não tem ninguém livre disso”, desabafa. “Precisamos discutir medidas cabíveis para caminhar para uma situação melhor”. .