Jornal Estado de Minas

Último integrante da Galoucura é condenado a 14 anos de prisão por morte de cruzeirense

O último integrante da torcida Galoucura réu do processo do assassinato do cruzeirense Otávio Fernandes, de 19 anos, em 2010, foi condenado pelo júri popular nesta quinta-feira. O julgamento aconteceu no Fórum Lafayette. Matheus Felipe Magalhães foi sentenciado a 14 anos de prisão por homicídio qualificado e formação de quadrilha. Outras oito pessoas envolvidas no crime já foram julgadas. Três foram absolvidas e o restante condenado a penas que variam de 2 a 17 anos de detenção.

O julgamento começou por volta das 9h desta quinta-feira. O juiz auxiliar Silvemar José Henriques Salgado foi o responsável pelo julgamento. O promotor Francisco Santiago, que representou o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), dispensou as testemunhas, assim como os advogados do réu.

Por causa disso, apenas Matheus foi ouvido no julgamento.
De acordo com a assessoria de comunicação do Fórum Lafayette, o réu confessou que agrediu Otávio durante a briga entre a torcida Galoucura e cruzeirenses na Avenida Nossa Senhora do Carmo, no Bairro Sion, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A vítima foi brutalmente espancada, com chutes, socos, pedaços de pau e até cavaletes, na noite de 27 de novembro de 2010.

Depois das falas de Matheus, defesa e acusação fizeram os debates. Em seguida, o conselho de sentença se reuniu e considerou o réu culpado. O integrante da torcida organizado do Atlético foi condenado a 13 anos de prisão pelo homicídio qualificado e a um ano por formação de quadrilha. Por causa da confissão, segundo a assessoria de imprensa do Fórum Lafayette, teve a pena atenuada em seis meses e outros seis por ser menor na época do assassinato.

Já foram julgados por participação no crime Roberto Augusto Pereira, o Bocão, Willian Tomaz Palumbo, o Ferrugem, Josimar Junior de Sousa Barros, Eduardo Douglas Ribeiro Junior, Windsor Luciano Duarte Serafim, Cláudio Henrique Sousa Araújo, o Macalé, João Paulo Celestino Souza e Marcos Vinícius Oliveira de Melo.

Veja o vídeo das agressões:


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