Motoristas de ônibus que realizam transporte interestadual protestam, na manhã desta quarta-feira, no entorno do Estádio Mineirão, na Região da Pampulha. O motivo da manifestação são novas regras estabelecidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que prejudicam a categoria, conforme entidades.
Conforme Soares, por meio da primeira, a ANTT passou a limitar a idade dos veículos autorizados a realizar o transporte, que será escalonada a partir do ano que vem, com 25 anos, até chegar a 15 anos em 2025. “Nós somos contra esta medida da ANTT, uma vez que eles são vistoriados e aprovados pelo Inmetro. Não tem como o Inmetro aprovar o veículo e a ANTT barrar. Vamos dizer que um carro com 15 anos e uso custa R$ 250 mil, é um patrimônio que vai ser perdido”, explica.
Já a Lei nº 12.996 estabelece que o veículo que for flagrado por um fiscal da ANTT fazendo transporte interestadual ou internacional sem autorização da agência duas vezes, em um intervalo de 12 meses, é repassado ao estado.
Outro ponto polêmico é sobre o transporte interestadual em micro-ônibus, as chamadas vans. Conforme Soares, a ANTT agora permite que os veículos saiam do estado, mas desde que o trajeto da viagem não ultrapasse 540 quilômetros somando ida e volta. “Essa quilometragem não atende o estado de Minas Gerais. De BH a qualquer fronteira tem isso. Até o Rio de Janeiro, que é o litoral mais próximo, são cerca de 400 quilômetros”.
As entidades já procuraram representantes dos poderes Executivo e Legislativo em busca de uma solução para estas questões, de modo que alguns artigos sejam suspensos ou modificados.
Para Belo Horizonte, a orientação do sindicato era de que não fosse realizada uma carreata para evitar transtornos no trânsito. No entanto, conforme a BHTrans, os motoristas deixaram o Mineirão por volta das 9h40. Eles vão passar pela Avenida Abrahão Caram, pegar a Avenida Antônio Carlos à direita, depois o Anel Rodoviário, Avenida Carlos Luz e de lá retornar ao Mineirão.
AGÊNCIA Por meio de nota, a ANTT informou que antes da Resolução 4.777, os micro-ônibus não podiam realizar transportes interestaduais e internacionais de passageiros, e considera que a norma significa um avanço para o mercado. “Durante o ano de 2014, foram promovidas cinco audiências públicas a fim de permitir o amplo diálogo com a sociedade e a categoria. Ou seja, a resolução foi construída com a participação popular após o tratamento de cada manifestação recebida.
Ainda de acordo com a agência, em 22 de julho foi realizada uma reunião de esclarecimento em Brasília para ouvir as demandas e dúvidas da categoria sobe a nova norma. Por fim, a ANTT disse que mantém abertos os canais de diálogo com o setor e tem analisado as manifestações apresentadas. .