Jornal Estado de Minas

Adolescente que morreu na aula de educação física será sepultado nesta sexta

Corpo será velado na capela do Colégio Padre Eustáquio. Morte faz disparar alarme entre famílias e desperta questões sobre as possibilidades de prevenção

Daniel Camargos Rafael Passos
Notícia chocou pais, professores e colegas de Caio Henrique Souza, do 1º ano do Ensino Médio - Foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press

Um episódio considerado raro causa perplexidade entre a comunidade de uma escola particular de Belo Horizonte, põe em alerta pais de estudantes e chama a atenção para práticas de prevenção e controle médico ainda na adolescênciaA Polícia Civil aguarda a conclusão do laudo da necropsia de Caio Henrique Souza, de 16 anos, para decidir se abrirá inquérito para investigar as razões da morte do estudante, na manhã de ontem, durante aula de educação física no Colégio Padre Eustáquio, no bairro de mesmo nome, na Região Noroeste da capitalA família de Caio evitou falar sobre o caso, relacionado pela instituição de ensino a um mal súbito“Foi uma fatalidadeA hora dele chegou”, disse uma tia, que estava no Instituto Médico Legal (IML) aguardando a liberação do corpo e preferiu não se identificar

Segundo a escola, ele sofreu mal súbito durante atividade física - Foto: Facebook/ReproduçãoDe acordo com a direção do colégio, Caio Henrique Souza, que cursava o 1º ano do ensino médio, estava reunido com os colegas de turma no pátio, por volta das 7h30, quando se sentiu malSegundo relatos de estudantes, Caio foi socorrido por duas unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu ainda na escolaO delegado da Segunda Seccional Noroeste, Lincoln Soares, solicitou o laudo ao Instituto Médico Legal, que tem previsão de conclusão em 30 dias, de acordo com a assessoria de imprensa da corporaçãoForam colhidas amostras para exames que devem revelar o motivo da morte

Em breve comunicado, o vice-diretor geral do Colégio Padre Eustáquio, Dante Fleury, informou que Caio teve um mal súbito ao fazer uma atividade física e foi imediatamente atendido por uma técnica de enfermagem da escola, que prestou os primeiros socorros ainda nas dependências do colégioFleury destacou ainda que unidades do Samu chegaram rapidamente para prestar socorro


- Foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press

Do lado de fora da escola, várias pessoas se reuniram após o anúncio da mortePais de alunos, principalmente, chegavam a todo momento querendo saber notícias dos filhosEstudantes saíam aos prantos, sem conversar com jornalistasCleonice Maria Pereira, de 56 anos, avó de uma aluna de 13, contou que a neta ligou para que ela a buscasse no colégioEmocionada, Cleonice fez um breve comentário: “Não entendo como isso aconteceuImagino a dor da mãe desse menino”

O velório ocorre na capela do próprio Colégio Padre Eustáquio e o sepultamento será hoje, às 17h, no Cemitério Bosque da Esperança, no Bairro Jaqueline, na Região Norte de Belo HorizonteAs aulas na unidade foram suspensas hoje, assim como reuniões previstas para amanhã.