Jornal Estado de Minas

Começa julgamento de acusado de matar jornalista em Ipatinga

O pistoleiro Alexandro Neves Alves, conhecido como 'Pitote' , é julgado no Vale do Aço. O comparsa dele, Lúcio Lírio Leal, já foi condenado pela morte do repórter Rodrigo Neto

Clarissa Damas Luana Cruz
Jornalista Rodrigo Neto - Foto: Arquivo pessoal
Começou às 9h10 desta sexta-feira, em Ipatinga, no Vale do Aço, o julgamento do pistoleiro Alexandro Neves Alves, conhecido como “Pitote” e acusado de executar a tiros o jornalista Rodrigo Neto. O assassinato ocorreu em março de 2013 e, pouco antes de ser morta, a vítima investigava um possível grupo de extermínio formado por policiais da região. Uma testemunha que estava junto ao repórter também foi baleada.

Os sete jurados que integram o Conselho de Sentença foram sorteados logo na abertura da sessão desta sexta e são eles quatro homens e três mulheres. A primeira pessoa a ser ouvida foi o delegado responsável pelo inquérito, que presta depoimento como testemunha de acusação.

Relembre o caso

Conforme a acusação do Ministério Público, Alessandro e seu comparsa, o policial civil Lúcio Lírio Leal, atiraram com arma de fogo contra o jornalista no dia 8 de março, em Ipatinga. Na garupa de uma moto escura pilotada por um motociclista não identificado, o pistoleiro surpreendeu a vítima pelas costas e disparou várias vezes e o atingiu na cabeça, tórax e costas, fugindo em seguida.

Os assassinos também tentaram atirar contra outro homem que acompanhava Rodrigo Neto, mas erraram. A função de Lúcio foi passar pelo local, minutos antes, e dar aos executores a posição do jornalista, para confirmar que o atentado poderia acontecer. Alexandro e Lúcio também são apontados como autores do homicídio do fotógrafo Walgney Assis de Carvalho, de 43, executado no mês seguinte.

Em 28 de agosto de 2014, outro envolvido no crime, o ex-policial civil Lúcio Lírio Leal, foi condenado a 12 anos de prisão.
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