Jornal Estado de Minas

Alunos de escola em Belo Horizonte relembram o Holocausto

Os estudantes vão acender velas em homenagem aos judeus mortos na Segunda Guerra Mundial e ouvir o depoimento de um sobrevivente de campo de concentração

Estado de Minas
Elie Wiesel - Foto: AFP PHOTO/NICHOLAS KAMM
Alunos da escola Theodor Herzl, no Bairro Serra, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, vão realizar nesta quinta-feira uma cerimônia em memória das vítimas do Holocausto, na Segunda Guerra Mundial.  No turno da manhã, antes de entrar para as salas de aula, as crianças irão acender velas e farão um minuto de silêncio. Em seguida, vão se encontrar com o empresário Henry Katina, sobrevivente de um campo de concentração na Alemanha. Ele irá contar para os alunos os horrores que viveu naquela época.

A cerimônia acontece num dia de muita tristeza para os judeus de todo o mundo, o Yom Hashoá, em que se recorda, entre tantas vítimas, a morte de seis milhões de judeus, exterminados pelos nazistas. O Yom Hashoá (Dia da Catástrofe, em hebraico), é celebrado em 27 de Nissan (15 e 16 de abril de 2015), data oficializada pelo então primeiro-ministro israelense, David Ben Gurion, em 1959. O objetivo é manter viva a memória das vítimas do nazismo, fazer o Holocausto chegar ao conhecimento do mundo e também combater as atrocidades cometidas em nome do anti-semitismo.

O escritor Elie Wiesel, autor de cinquenta e sete livros disse certa vez que "não relembrar o Holocausto significa assassinar as vítimas pela segunda vez; tornar-se cúmplice do inimigo. Por outro lado, relembrar significa sentir compaixão pelas vítimas de todas as perseguições." Ele próprio é sobrevivente do Holocausto e ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1986, pelo conjunto da obra literária..