Jornal Estado de Minas

Preocupada com a crise hídrica, SLU faz uso de água da piscina da UFMG na limpeza urbana

Já foram recolhidos mais de 120 toneladas de resíduos da noite de sábado até esta segunda-feira

João Henrique do Vale
A Prefeitura de Belo Horizonte está resolvendo o problema de lavar e higienizar as vias públicas da cidade, que ficam impregnadas de cerveja e urina durante o carnaval, sem utilizar uma gota da água destinada ao abastecimento da capital.
A água é retirada da piscina olímpica da UFMG, que passa por testes de impermeabilização e seria descartada. Os três milhões de litros de água da piscina abastecem 300 caminhões-pipa com capacidade para 10 mil litros cada. Já foram recolhidos mais de 120 toneladas de resíduos da noite de sábado até esta segunda-feira.

A previsão é que sejam lavados 200 mil metros quadrados para a passagem dos blocos e outros quase 860 mil metros quadrados de áreas próximas aos palcos.
Para realizar o trabalho de limpeza urbana no carnaval, as regiões Centro-Sul e Leste, onde há um movimento maior de foliões, estão com reforço de funcionários do Barreiro, Venda Nova, Norte, Noroeste, Nordeste de Oeste. Com 60 caminhões, a SLU está acompanhando 135 blocos e as áreas de cinco palcos especiais e nove palcos regionais.
Desde sábado, a SLU já recolheu 120 toneladas de resíduos e limpou 100 bocas-de-lobo. A grande dificuldade encontrada, segundo o órgão, é o grande número de blocos de rua.
Quando a varrição é finalizada em determinada região, um outro grupo chega ao local e ele fica sujo novamente. .