Jornal Estado de Minas

Membros de ocupações fazem manifestação na porta da PBH e fecham trânsito

As famílias das ocupações Rosa Leão, Esperança, Vitória, no Bairro Granja Werneck, e a Ocupação Nelson Mandela, do Aglomerado da Serra, participam do protesto

Luana Cruz Guilherme Paranaiba

As famílias fecharam a Avenida Afonso Pena no sentido rodoviária/Mangabeiras - Foto: Paulo Filgueiras/EM DA Press

As famílias das ocupações Rosa Leão, Esperança, Vitória, Nelson Mandela e Chico Xavier fazem manifestação no Centro de Belo Horizonte nesta segunda-feira. Os grupos estão na porta da prefeitura, na Avenida Afonso Pena, e cobram posicionamento do prefeito sobre a situação das ocupações, que estão sob alvo de ações de despejo. As famílias fecham a avenida nos dois sentidos. O trânsito está caótico em toda região central em dia de volta às aulas.

Por causa do protesto, a PM montou o mesmo desvio que ocorre aos domingos para a feira hippie. Motoristas não podem virar da Rua da Bahia para a Afonso Pena. Conforme a corporação, são cerca de 200 manifestantes.

A manifestação ocorre ao mesmo tempo que uma reunião de negociação com governo do estado, na Cidade Administrativa, sobre a implantação na Grande BH do modelo de moradias populares definido pela Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab). Neste encontro também são debatidas as reintegrações de posse que podem acontecer a qualquer momento nas comunidades.



De acordo com o tenente Carlos Alberto Rodrigues Soares, do 1º Batalhão da PM, os manifestantes só vão liberar a Afonso Pena se o resultado da reunião for favorável às famílias. As ocupações também querem ser recebidas pelo presidente da Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel) para incluir a prefeitura no processo de negociação com o governo estadual.

Participam do encontro na Cidade Administrativa o chefe de gabinete do secretário de Planejamento Helvécio Magalhães, o presidente da Cohab Claudius Vinicius, a Defensoria Pública de MG, a promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público, representantes das três ocupações urbanas, dos movimentos sociais, membros da Associação dos Arquitetos Sem Fronteiras (ASF) e professores apoiadores da Puc Minas.

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