Jornal Estado de Minas

Médico suspeito de abusar de paciente é afastado pela Secretaria de Saúde de Uberlândia

O homem, que não teve o nome divulgado, foi preso em flagrante e levado para o Presídio Jacy de Assis, no último sábado. Os abusos teriam acontecido na Unidade de Atendimento Integrado (UAI) Roosevelt

João Henrique do Vale
A Polícia Civil de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, aguarda o resultado de exames médicos de uma mulher que alega ter sido abusada por um médico no último sábado.
O homem, que não teve o nome divulgado, foi preso em flagrante e levado para o Presídio Jacy de Assis. Os advogados dele já entraram com um pedido de habeas corpus para tentar a sua soltura. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que afastou o profissional de saúde.

O caso ganhou repercussão na cidade no fim de semana. A vítima relatou aos policias militares que fizeram a ocorrência que chegou no Unidade de Atendimento Integrado (UAI) Roosevelt junto com a mãe. Mas, só deixaram entrar no laboratório sozinha. Ela estava com dores na barriga.


Conforme o boletim de ocorrência, o médico questionou a jovem se ela tinha alguma fissura anal, que provocaria dores abdominais. A mulher alegou que neste momento, o profissional de saúde ordenou que ela retirasse as calças e em seguida colocou os dedos nas partes íntimas dela. O procedimento, conforme relatos da paciente a PM, foi repetido novamente.

Depois da consulta, a mulher procurou a polícia que prendeu o médico e o levou até a delegacia. Ao ser ouvido por um delegado de plantão, alegou que apenas realizou análise com base nos procedimentos médicos. Mesmo assim, acabou preso em flagrante.

O caso vai ficar a cargo da delegada Ana Cristina Marques Bernardes, da Delegacia de Mulheres de Uberlândia. “Vou esperar juntar o prontuário de atendimento médico da vítima para dar prosseguimento nas investigações. O inquérito já está em fase final. Não posso passar maiores detalhes porque corre em segredo de justiça”, explica.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmou que abriu procedimento interno para apurar os fatos. O médico foi afastado das atividades profissionais até que o caso seja avaliado pelo poder judiciário e o Conselho Regional de Medicina (CRM). .