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Estado de Minas

Síndicos participam de encontro para discutir soluções de problemas em condomínios

Garantir a segurança, evitar a inadimplência e reduzir o consumo de água foram os principais tópicos abordados durante a reunião


postado em 30/11/2014 06:00 / atualizado em 30/11/2014 07:54

Garantir a segurança, evitar a inadimplência e reduzir o consumo de água. Cerca de 300 síndicos se reuniram ontem em Belo Horizonte para discutir formas de solucionar problemas que envolvem a administração de um condomínio. “O síndico precisa estar bem informado porque ele representa civil e criminalmente o condomínio. Se deixar de fazer o seguro e o prédio desmoronar, por exemplo, ele será responsabilizado”, destaca o presidente do Sindicato dos Condomínios Comerciais, Residenciais e Mistos de Belo Horizonte e Região Metropolitana (Sindicon), Carlos Eduardo Alves de Queiroz. Em uma das palestras do Dia do Síndico, foi apresentado o projeto de lei que propõe aumentar para até 10% a multa por atraso no pagamento da taxa de condomínio, que hoje não pode passar de 2%.

O presidente do Sindicon acredita que o valor da multa é uma das justificativas para a inadimplência estar em alta. Em alguns prédios, o número chega a 20% dos moradores, o que compromete a gestão e aumenta o custo para os outros condôminos. Na visão de Queiroz, a situação piorou depois que o Código Civil proibiu que a multa para os inadimplentes chegasse a 20%. “A pessoa não vai deixar de pagar cartão de crédito ou cheque especial para pagar o condomínio”, pontua. A proposta do deputado Dr. Grilo (SD) chegou à Câmara dos Deputados no dia 12. Caso o projeto seja aprovado, os moradores poderão aumentar em assembleia o valor que será cobrado de quem não pagar em dia as despesas comuns.


Na tentativa de reduzir a inadimplência, o Sindicon tem uma parceria com a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), que permite ao condomínio incluir o nome do devedor na lista do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Queiroz sempre orienta o síndico a agir rápido em caso de atraso. “Passou do vencimento e não pagou, o síndico tem que ficar alerta. Se vai acumulando, fica mais difícil pagar.” A recomendação é enviar primeiro uma carta e depois procurar um advogado para fazer cobrança, em vez de bater na porta para solicitar o pagamento. Em último caso, a solução é acionar a Justiça. Mesmo sendo o único bem do inadimplente, o apartamento pode ir a leilão para pagar a dívida.

AUDITORIA Há seis anos síndico do prédio onde mora, o publicitário José Mauro Pedrosa redobrou a vigilância para conseguir reduzir a inadimplência. Uma auditoria apontou os débitos e parte do problema foi resolvida. Agora, dois casos estão na Justiça. “De início eu me envolvia, mas agora é a administradora que faz a cobrança. Ela manda um aviso para o inadimplente apresentar documentos comprovando o pagamento, caso contrário o departamento jurídico vai cobrar”, explica. José Mauro também diminuiu o consumo de água depois que passou a fazer medições diárias no hidrômetro. O segredo é nunca descuidar.


Para o diretor comercial da administradora de condomínios Opala, Marcos Nery, os síndicos enfrentam problemas quase diariamente e devem se preparar para fazer uma gestão de qualidade. “O síndico não precisa entender as leis, mas tem que ter bom senso e se cercar de pessoas que saibam o que estão fazendo”, opina.

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