As peças encontradas em BH são bens culturais retirados ilegalmente do Engenho Morojó, em Pernambuco. O imóvel do século 18 é tombado como patrimônio nacional. Em setembro de 2013, durante a Operação Morojó, realizada pela Polícia Federal, o Iphan constatou que objetos foram transportados ilicitamente do engenho para a capital mineira. O Iphan solicitou o apoio do MPMG, que passou a investigar o caso.
Técnicos da promotoria, do Iphan e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) constataram a existência, no galpão, de bens que integram templos coloniais mineiros. Também foi descoberta grande quantidade de material de demolição retirado de casarões históricos de Minas Gerais.
A operação desta terça foi coordenada pela Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais e conta com a participação dos Centros de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (Caocrimo) e de Combate aos Crimes contra a Ordem Econômica e Tributária (Caoet).
Cerca de 30 pessoas, entre promotores de Justiça, policiais militares, auditores da Receita Estadual e servidores do MPMG, Iphan, Iepha e Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) participaram da operação. O nome Barroco Mineiro foi escolhido pelo fato de a operação ocorrer no mês do bicentenário da morte do mestre Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, que morreu em 18 de novembro de 1814.