
Os trabalhos foram examinados por, pelo menos, três jurados na primeira fase de seleção. As melhores reportagens de texto foram submetidas a novas análises, numa segunda etapa, por grupos de quatro, seis e até 10 jurados. Os 1.047 trabalhos foram examinados mais de 5 mil vezes. Os vencedores da edição deste ano serão conhecidos dia 15 do mês que vem.
A série “Ilhados do mundo”, do repórter Luiz Ribeiro, publicada em maio, localizou pessoas em ilhas do Rio São Francisco, em oito municípios. Elas vivem sós, sem eletricidade nem recursos tecnológicos, em más condições de saúde e educação. Há crianças que só passaram a ter acesso à sala de aula há três anos, depois da criação do sistema de balsa escolar.
Para a série “A nova fronteira da sede”, os repórteres Mateus Parreiras e Luiz Ribeiro percorreram 3 mil quilômetros entre nascentes secas, rios sugados pela terra, cerrado dizimado e a desertificação causada pela exploração sem critérios no Norte e Noroeste de Minas. Na categoria Primeira Página, o EM concorre com capa em alusão ao surrealismo de Salvador Dalí, mostrando preços abusivos cobrados país afora e fatos inusitados em vários lugares do Brasil. Participaram do trabalho Carlos Marcelo Carvalho, Ney Soares Filho, Júlio Moreira, Janey Costa, Rafael Alves e Walfredo Macedo. No ano passado, o jornal foi o vencedor da categoria com capa sobre Oscar Niemeyer.
Os Diários Associados são finalistas ainda em outras quatro categorias. O Correio Braziliense concorre em Fotografia com “Lago vira ameaça a banhistas e animais” e com a matéria “20 anos do Real”, em Informação Econômica. No Regional Centro-Oeste, são quatro matérias: “O valor da vida nos tribunais”, “Uma fuga planejada há oito anos” e “À sombra dos quepes”. Na Regional Norte/Nordeste, é finalista a matéria “Vidas partidas”, do Diário de Pernambuco.
Outras séries O EM é finalista em outras três premiações nacionais. Na 11ª edição do Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo, categoria Primeira Página, concorre com a capa “De um povo heróico o brado retumbante”, de 7 de setembro de 2013, e na 8ª edição do Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo, na categoria Linguagem Escrita – Impresso Nacional e Regional, com a série de reportagens “Ameaçados ao nascer”, sobre a poluição nascentes de rios mineiros. O jornal é também finalista na 21ª edição do Prêmio CNT, em duas categorias. Em Impresso, concorre com a reportagem “Luta e sacrifício no caminho da escola”, sobre a batalha diária de crianças e adolescentes para estudar, e em Fotografia com trabalho sobre a estreia do Move/BRT, em BH.
