Jornal Estado de Minas

Justiça nega habeas corpus para o "Rei da Cachaça" de Salinas

O habeas corpus foi julgado liminarmente. Como o processo está em segunda instância, a decisão final ainda será proferida pela 7ª Câmara Criminal de Belo Horizonte. Até lá, Rodrigues permanecerá preso

Cristiane Silva
Antônio Eustáquio Rodrigues, de 66 anos, é suspeito de crimes sexuais e tentativa de homicídio - Foto: Reprodução Facebook/Cachaça Seleta e Boazinha


A Justiça de Belo Horizonte negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa do empresário Antônio Eustáquio Rodrigues, conhecido como “Rei da Cachaça”Ele está em prisão preventiva desde agosto, suspeito de crimes sexuais contra adolescentes em Salinas, no Norte de Minas Gerais

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), no documento, os advogados de Rodrigues apontam ilegalidades na prisão e também afirmam que a liberdade do cliente não prejudicaria as investigaçõesAo negar o pedido de liberdade, o desembargador Sálvio Chaves considerou que não houve constrangimento ilegal do empresário.

O habeas corpus foi julgado liminarmente no dia 2 de outubroComo o processo está em segunda instância, a decisão final ainda será proferida pelo relator, Sálvio Chaves, e outros dois desembargadores da 7ª Câmara Criminal de Belo Horizonte

ENTENDA O CASO Considerado o maior produtor de cachaça artesanal do país, Rodrigues está detido desde 12 de agosto, quando foi preso no escritório de sua empresa, em SalinasDepois, foi transferido para a Penitenciária de Teófilo Otoni, onde permanecerá detidoDois adolescentes – uma menina de 15 e um garoto de 14 – prestaram depoimentos ao Ministério Público Estadual e à polícia de Salinas, alegando que Antônio Rodrigues os convidou para ir até a fazenda dele, no município, onde teria acontecido contato sexual com os menoresRodrigues também é suspeito de tentativa de homicídio

Com informações de Luiz Ribeiro