Jornal Estado de Minas

Rede social é a aposta de comerciantes de Lourdes e da Savassi contra o crime

Para aumentar segurança, lojistas da Região Centro-Sul vão ficar em contato com policiais militares por meio do aplicativo WhatsApp

Landercy Hemerson
Comerciantes do Bairro de Lourdes e da Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, vão contar com rede de segurança integrada pela rede social WhatsApp, com participação da Polícia Militar
A proposta foi apresentada ontem pelo comando da 4ª Companhia da PM, que faz o policiamento da área, em reunião na sede da unidade com representantes da Associação Comunitária da Praça Marília de Dirceu e Adjacências do Bairro de Lourdes (Amalou), de empresários e da prefeituraTambém será ampliada a integração entre donos de estabelecimentos comerciais e moradores de condomínios, por meio da rede de rádio operada por porteiros de prédios.

“Foi uma reunião positiva, em que moradores e comerciantes receberam dicas da PM e discutiram propostas para aumentar a segurança no bairroA criação de uma rede de comércio protegida vai beneficiar toda a comunidadeColocamos à disposição dos estabelecimento a rede de rádio criada pela Amalou, que conta com 60 aparelhos distribuídos entre portarias dos condomínios associadosOs empresários que quiserem vão poder alugar rádios para mantermos contatos”, explicou Jeferson Rios Domingues, presidente da associação comunitária.

De acordo com o major Marcellus Machado, comandante da 4ª Ciada PM, a rede de comerciantes protegidos deve entrar em operação até o fim do mês“Dividimos em quatro setores nossa área de policiamento na Savassi e em LourdesVamos funcionar por células, com representantes de ruasPor meio da rede WhatsApp, nosso pessoal e os comerciantes dos setores serão alertados sobre deslocamentos de pessoas suspeitas”, explicou Machado.

O diretor-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-MG), Lucas Pêgo, apoiou a proposta da rede de comerciantes“Por mais que os estabelecimento façam investimentos em equipamentos de segurança, precisamos de ações bem planejadas do setor público, como essa proposta de uso da rede social”, disse o dirigente.

A questão dos moradores de rua que, segundo denúncias da comunidade, estariam praticando roubos de celulares e pequenos furtos, também foi alvo de discussão
O major Marcellus destacou que o problema envolve outros órgãos“Temos atuado com policiamento preventivo e conseguimos redução de 28% dos crimes contra o patrimônio entre agosto e setembroEssa modalidade de crime é o principal desafio na região.” O major disse que os militares têm feito cadastro dos moradores de rua e que uma reunião ampla envolvendo PBH e Ministério Público, entre outros órgãos, está marcada para dia 21.

Outro ponto acertado entre moradores e comerciantes é relativo ao barulho e a colocação de mesas na calçadaA Abrasel, que representa 20 estabelecimentos no bairro, se comprometeu a orientar seus associados“Com a retirada das mesas às 23h de domingo a sexta, e aos sábado e feriados à 1h, vamos conseguir reduzir o barulho e garantir a segurança do nosso cliente,”, afirmou Lucas PêgoOs dirigentes da Amalou informaram que vão fazer campanha junto aos demais estabelecimentos, para que possam adotar as mesmas medidas“Acreditamos na possibilidade de uma atuação integrada de moradores e comerciantes.”