Jornal Estado de Minas

Itabirito

Buscas por vítima de rompimento de barragem em mineradora entram no sexto dia

"O terreno é muito heterogêneo e essa definição de perímetro é muito complicada", diz bombeiros que participa da procura. Adilson Aparecido Batista, de 44 anos, estava operando uma retroescavadeira no momento do acidente.

Luana Cruz

Para os bombeiros, a dificuldade na busca é grande: volume de material em relação ao volume de um corpo é muito desproporcional - Foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press

Bombeiros iniciam na manhã desta segunda-feira o sexto dia de buscas pelo operador de retroescavadeira Adilson Aparecido Batista, de 44 anos, vítima do rompimento de barragem na mineradora Herculano, em Itabirito, na Região Central de Minas Gerais. O tenente Júlio César Teixeira, que participa dos trabalhos, reafirma as dificuldades na procura pelo operário.

“Não há mudança de estratégias. Continuam as varreduras no perímetro onde é mais possível que ele esteja. O terreno é muito heterogêneo e essa definição de perímetro é muito complicada. Mesmo descartando algumas áreas, o universo é muito grande”, relata. Logo cedo, os militares reabasteceram as máquinas de esvacação para reiniciar a operação. São 17 bombeiros envolvidos nas buscas.

Segundo o militar, volume de material em relação ao volume de um corpo é muito desproporcional, o que dificulta o trabalho até dos cães farejadores.

“O solo está muito denso. Se estiver em uma profundidade muito grande, fica difícil até para os cachorros”, afirma. Desde quinta-feira, dois animais dão apoio nos trabalhos, além de máquinas para escavação, um drone e um GPR (um radar de penetração no solo).

Adilson e outros dois operários foram arrastados por uma avalanche de lama e rejeitos de minério na última quarta-feira quando aconteceu o rompimento da estrutura. Segundo os bombeiros, o funcionário foi ejetado ou pulou da retroescavadeira, o que dificulta os trabalhos de busca porque ele não está próximo à maquina. Outra barragem que estava sob risco já foi escorada pela mineradora com apoio de geotécnicos. De acordo com o tenente Teixeira, ainda é necessário um trabalho de drenagem nesta segunda barragem, mas boa parte do reforço para conter a talude já está concluído.

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