De acordo com o delegado Otávio Luiz de Carvalho, da 1ª Delegacia de Contagem, o indiciamento ocorreu porque houve omissão dos responsáveis pela criança que deixaram que ela brincasse por cerca de seis minutos perto de uma piscina, sem o devido acompanhamento. "Entendemos que há necessidade de guarda e vigia durante 24h por dia para uma criança de três anos", disse
As investigações revelaram ainda que os pais do garoto estavam fazendo churrasco no apartamento onde moram, enquanto o filho e uma criança de 4 anos brincavam próximos às margens da piscina. O delegado explicou ainda que a área de lazer do condomínio é cercada por uma grade, porém um espaço entre o piso e a estrutura permitiu que as crianças se aproximassem da piscina.
Após se afogar, Theo se debateu por nove minutos antes de ser socorrido por uma vizinha que mora no residencial. Ela fez a reanimação do garoto até a chegada do Corpo de Bombeiros, que esteve no local cinco minutos depois da retirada de Theo da água. A criança que brincava com o menino foi quem avisou a moradora sobre o afogamento. Em seguida, a mulher acionou os pais do menino.
Theo Vasconcelos ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital João XXIII, na capital, onde faleceu um dia após o afogamento
Pena
O delegado Otávio Luiz afirmou que, caso sejam condenados, a mãe e o pai da criança podem pegar de um a três anos de reclusão.
O inquérito sobre a morte de Theo foi enviado à Justiça de Contagem na última quinta-feira. O delegado acredita que os réus devem ir a julgamento no prazo de até 90 dias..