Uma caipirinha, duas caipirinhas...No Brasil desde 14 de junho, os alemães Chris Böhme, de Berlim, Matthias Lingen, de Munique e Franz Hilke, de Nuremberg, todos com 27 anos, criaram sua própria moeda para a temporada. O trio faz parte dos estimados 3,5 mil alemães que chegaram ao país para acompanhar todos os jogos de seu time. Eles estão viajando o Brasil inteiro. Foi em Fortaleza, quando a Alemanha empatou com Gana em 2 X 2, que conheceram a caipirinha a R$ 5. Depois disso, começaram a fazer suas contas na “nova” moeda. Até o fim do Mundial cada um deles vai gastar, com todos os voos, hospedagem, alimentação e ingressos, 6,5 mil euros (R$ 19,5 mil ou 3,9 mil caipirinhas).
Com a experiência, os torcedores vão deixar o Brasil com um retrato super positivo da temporada. “Me senti seguro em todos os lugares que estive”, comentou Chris. E olha que só para a ver o time de Joachim Löw eles voaram de Salvador para Fortaleza, de lá para Recife, continuando para Porto Alegre até chegar ao Rio de Janeiro.
Calor da torcida
Matthias chegou ao Brasil vindo da experiência na África do Sul há quatro anos. “São situações bem diferentes. Lá a Copa foi no inverno, fazia muito frio, principalmente na Cidade do Cabo. E o que a gente mais fazia era ver animais selvagens. Aqui, a atmosfera das torcidas nos jogos é mais intensa”, comenta. Já Franz comenta que apesar de não achar tanta graça em ver a Copa em casa (no Mundial de 2006), a festa nas cidades alemãs eram maiores do que no Brasil. Quanto aos custos da viagem, os alemães dizem que o Brasil não é muito diferente do que esperavam. “Não que seja barato, é caro, mas não tanto quanto na Alemanha”, disse Chris. Sobre a torcida, só estranharam o quanto os brasileiros, quando não estão assistindo a uma partida da seleção, torcem a favor do time mais fraco. “Sempre a favor de Gana e EUA e nunca da Alemanha.”
O trio se hospeda em casas de brasileiros com reservas feitas pelo Airbnb (site de aluguel onde particulares oferecem vagas). O trio está certo de assistir à final do Mundial, no Rio:“Alemanha X Argentina”, preveem.
À FRANCESA
O movimento na Savassi mudou ontem de lado. Em vez da Praça Diogo de Vasconcelos, o que ficou cheio foi o quarteirão da Rua Pernambuco entre Santa Rita Durão e Cláudio Manoel com a
15ª edição da Festa Francesa. Durante 12 horas – das 10h às 22h – houve shows, apresentações de circo e contação de histórias. Como a capacidade do local era de seis mil pessoas, havia filas grandes na entrada. Num clima de aldeia global, além de vinhos, crepes e patisserie, típicos da França, também eram vendidos sanduíches, pizzas e massas.
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