Jornal Estado de Minas

PM admite que estratégia deve ser revista, mas afirma que atuação foi positiva

Bancos, viaturas e prédios públicos foram destruídos por manifestantes em Belo Horizonte, no primeiro dia de Copa do Mundo

João Henrique do Vale
Policiais militares e alguns manifestantes entraram em confronto na Praça da Liberdade - Foto: Leandro Couri/EM/D.A Press.

As estratégias da Polícia Militar (PM) para conter os vândalos que depredaram prédios públicos, lojas e agências bancárias durante protesto nesta quinta-feira em Belo Horizonte devem ser revistas. Pelo menos foi isso que afirmou o chefe de comunicação da corporação, tenente-coronel Alberto Luiz, em entrevista à TV Alterosa. Segundo ele, a PM não foi branda e nem inerte, apesar dos vários locais terem sido depredados. Porém, ele admitiu que alguns pontos da atuação dos militares terão que ser reavaliados.

A manifestação começou de forma pacífica. Aproximadamente 200 pessoas fecharam os cruzamentos das avenidas Amazonas e Afonso Pena por aproximadamente duas horas. Em seguida, caminharam em direção à Praça da Liberdade. O grupo parou em frente à sede da Prefeitura de Belo Horizonte onde picharam os muros do imóvel.

A situação ficou tensa quando o grupo subiu a Avenida João Pinheiro e chegou à Praça da Liberdade. No local, a tropa de choque da PM protegeu o relógio da Copa.
Jovens mascarados atiraram pedras contra os militares, que revidaram com tiros de balas de borrachas e bombas de efeito moral.

Veja imagens do protesto em Belo Horizonte


Foi neste momento que começou a quebradeira. Jovens mascarados atacaram os prédios do INSS e da biblioteca pública. A ousadia dos vândalos impressionaram que passava pela região Centro-Sul de BH. Eles entraram no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MG) e viraram uma viatura da Polícia Civil. Bicicletas que estão expostas para aluguel também foram danificadas.

Ao ser questionado sobre a sequência de depredações, o tenente-coronel Alberto Luiz afirmou que a PM agiu com razoabilidade. “Em uma ação desta, não podemos adotar medidas que ultrapassem os limites da lei, como eles fizeram depredando. Nós também não podemos descer pela João Pinheiro (avenida) descendo a borracha em todo mundo e atingindo pessoas que não tem nada a ver com uma ação criminosa como esta”, explicou.

O chefe da comunicação da PM também admite que as estratégias devem ser revistas. “Nós não fomos brandos e nem inertes, fomos pontuais e dinâmicos. Houve um equilíbrio na nossa ação. Temos que reavaliar e pontualmente atuar para que isso não volte a acontecer e para que eles nos respeitem e respeitem a cidade onde moram”, disse.

 Chefe de comunicação da PM condena ação de vândalos. Assista:



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