Jornal Estado de Minas

Servidores da saúde de BH fazem passeata e vigília no Centro

Categoria informou que está cumprindo liminar do TJMG que determina escalas mínimas de 50% e 70% nas unidades de saúde da capital, mas a greve continua

Cristiane Silva
Passeata dos servidores na Rua da Bahia, perto do Viaduto Santa Tereza - Foto: Sindibel/Divulgação


Trabalhadores da área da saúde da Prefeitura de Belo Horizonte participam de uma vigília na manhã desta sexta-feira no Centro de Belo Horizonte. Os servidores do Executivo municipal estão em greve há 24 dias.

Por volta das 9h, foi realizada uma assembleia específica para a categoria na Praça da Estação. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel) informou que está orientando os trabalhadores a cumprir integralmente a liminar o Tribunal de Justiça de Minas Gerais que determina 50% de funcionamento nos postos de saúde e 70% nas unidades de urgência (UPAs e Hospital Odilon Behrens). Mesmo obedecendo a liminar, os trabalhadores continuam em greve.

Após a assembleia, centenas de trabalhadores seguiram em passeata pelas ruas da região central com destino ao prédio da Prefeitura de BH, na Avenida Afonso Pena, onde vão permanecer em vigília até as 14h de hoje.

Em greve desde o dia 6, os funcionários recusaram a nova proposta da prefeitura: 7% de reajuste – dividido em duas vezes -, aumento do vale-alimentação para R$ 18,50 a partir de novembro, abono em parcela única a ser pago no mês de dezembro em valores que variam de R$ 200 a R$ 600 conforme a remuneração, além de não descontar os dias paralisados durante a greve do salário dos servidores mediante reposição.

Em um encontro na tarde de quarta, o sindicato apresentou oficialmente a nova proposta da PBH e, por ampla maioria de votos, os servidores decidiram pela continuidade da greve, com exceção dos trabalhadores da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), que voltam ao trabalho ontem.

Participam do movimento trabalhadores da saúde, educação, administrações regionais, fiscalizações e outros setores da prefeitura. Eles exigem 15% de reajuste salarial e aumento do vale-alimentação para R$ 28, além de reivindicações específicas de cada área.
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